Superlua dos Cervos: maior Lua do ano acontece nesta quarta-feira

Fenômeno ocorre quando satélite natural está em fase cheia ao mesmo tempo em que atinge menor distância em relação à Terra.

A Superlua dos Cervos poderá ser vista no céu em todo o Brasil nesta quarta-feira (13), das 17h42, aproximadamente no mesmo horário em que o Sol se põe, até as 7h49 de quinta-feira (14), pelo horário de Brasília.

De acordo com Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), uma superlua acontece quando a Lua está em sua fase cheia ao mesmo tempo em que atinge a menor distância em relação à Terra.

“Ao longo de sua órbita de aproximadamente 27 dias em volta da Terra, a Lua muda de fase todo dia. A Lua cheia pode ocorrer em qualquer momento dentro deste período, mas quando a Lua fica cheia perto do perigeu lunar, ponto mais próximo da Terra, damos o nome astronômico de ‘Lua Cheia de Perigeu’, mais conhecido popularmente como superlua”, explica o especialista.

Segundo o astrônomo, isso ocorre porque a órbita lunar não é perfeitamente circular, mas sim ligeiramente oval, traçando um caminho chamado de elipse. Assim, a distância da Lua à Terra varia entre 406,7 mil Km e 356,5 mil Km, e, durante esta trajetória, ela pode ficar mais distante do planeta – ao que chamamos de apogeu –, ou mais próxima da Terra, que é o perigeu.

“A Lua fica mais próxima da Terra e, por isso, o disco da Lua que vemos no céu parece ficar ligeiramente maior para nós. A Lua Cheia fica também um pouco mais brilhante. Tudo isso, porque está mais próxima de nós. É como você aproximar uma bola do seu rosto e depois afastá-la. Ela vai parecer ficar maior e depois menor em tamanho.”

Langhi ainda comenta que a Lua tem recebido diversos nomes diferentes com base na cultura de cada país, dos costumes locais e da época do ano. Alguns nomes ficam mais famosos e conhecidos do que outros, como “Lua dos Cervos”, que foi atribuído para a Lua, conforme divulgado por um antigo almanaque norte-americano chamado “The Old Farmer’s Almanac”, em razão dos chifres dos cervos terminarem de crescer em julho nos Estados Unidos.

Para ver o fenômeno desta quarta-feira não é preciso nenhum equipamento específico, basta olhar para a Lua a olho nu. Mas, a dica do astrônomo é, caso tenha um binóculo ou telescópio em casa, vale a pena apontar para ela e arriscar algumas belas fotos com a câmera do seu celular na lente ocular dos instrumentos.

É a segunda vez no ano que ocorre um fenômeno deste tipo, depois da Superlua de Morango no último mês.

Outros fenômenos em julho

Ainda no mês de julho, quatro conjunções vão ocorrer envolvendo a Lua e alguns planetas do Sistema Solar. De acordo com o professor Carlos Fernando Jung, pesquisador e proprietário do Observatório Espacial Heller & Jung, uma conjunção é um momento em que ocorre a proximidade visível pelo observador de dois ou mais corpos espaciais.

“As conjunções mais apreciadas pelas pessoas ocorrem entre a Lua e os planetas Vênus, Mercúrio, Marte, Júpiter ou Saturno. Claro que os planetas não se aproximam da Lua no espaço. Mas devido as suas órbitas os planetas e a Lua parecem estar perto no céu para os observadores na Terra”, explica Jung.

No dia 15 de julho vai ocorrer a conjunção Lua-Saturno. Assim, Saturno será o primeiro planeta que poderemos visualizar próximo a Lua. O especialista pontua que a conjunção poderá ser vista às 20h20, quando a Lua estará brilhando com uma magnitude, ou seja, um brilho de -12,7, e Saturno com uma magnitude de 0,4. O fenômeno também poderá ser observado a olho nu, bastando olhar na direção leste, onde nasce o Sol.

Já no dia 21 de julho ocorre a conjunção Lua-Marte, que poderá ser vista às 03h47, e que também incluirá Júpiter. A sequência de observação será Júpiter, Lua e Marte, observados da mesma forma que a Lua-Saturno, a leste, sem o uso de equipamentos.

A conjunção Lua-Vênus vai acontecer no dia 26 de julho e a única possibilidade de enxergá-la será às 7h, também ao leste. No entanto, o Sol estará nascendo e vai prejudicar a observação, segundo Jung.

No dia 29 de julho, teremos a última conjunção do mês, a Lua-Mercúrio, que será igualmente prejudicada porque vai ocorrer às 10h, quando a Lua estará visivelmente próxima ao Sol. De acordo com Jung, Mercúrio, que já possui baixa magnitude, ou seja, pouco brilho, e dificilmente poderá ser visto.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Fabíola Glenia

Fonte: R7

Escassez de medicamentos: Ministério da Saúde e Anvisa admitem risco de desabastecimento

Soro, dipirona e contrastes estão entre os itens em falta em drogarias e unidades de saúde.

O empresário Ismael Leão chegou à quarta farmácia que visitou na última quinta-feira, em Brasília, em busca de um antibiótico infantil para a sua filha. No balcão, ouviu a mesma resposta que já havia recebido nas outras três: o produto estava em falta.

— Vou continuar a busca. Tenho que procurar para a minha filha — desabafou.

Em pleno inverno, o desfalque nas prateleiras constatado por Leão evidencia uma espécie de apagão de remédios e insumos pelo país. Além de antibióticos, faltam itens indispensáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS) e listados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) 2022, como o antibiótico amoxicilina, e dipirona, aliada de primeira hora no combate a dores e febre. Tanto o Ministério da Saúde quanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já admitem risco de desabastecimento de medicamentos no mercado.

A escassez, que já dura ao menos dois meses, extrapola os limites das drogarias. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), feita com 106 estabelecimentos como hospitais, clínicas especializadas e empresas que fornecem serviço de home care em 13 estados e no Distrito Federal, revela que o problema também atinge unidades de saúde.

O levantamento constatou a falta de soro em 87,6% das instituições pesquisadas; dipirona injetável (para dor e febre), em 62,9%; neostigmina (combate doença autoimune que causa fraqueza nos músculos), em 50,5%; atropina (tratamento de arritmias cardíacas e úlcera péptica), em 49,5%; contrastes (usado em exames radiológicos), em 43,8%; metronidazol bolsa (para infecções bacterianas), em 41,9%; aminofilina (contra asma, bronquite e enfisema), em 41%; e amicacina injetável (contra infecções bacterianas graves), em 40%.

A ausência de mercadorias causa efeitos colaterais sensíveis: 40% das entidades que participaram do levantamento informaram que adquiriram o soro num preço duas vezes maior do que o praticado no mercado. Com a neostigmina (de combate à doença autoimune que causa fraqueza nos músculos), 53% apontaram que o estoque atual não chega a 25% do necessário.

Segundo o presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, o preço médio do soro para unidades de saúde ficava em torno de R$ 3,50 antes da crise:

— Com relação aos soros, a maioria das empresas produz no Brasil. O que se observou na pesquisa é um escalonamento no aumento do preço. Outra situação é a falta do insumo, em que (as empresas) não estão conseguindo entregar no volume que se comprava — afirma o médico, que explica que a pesquisa traça um cenário nacional por ter respostas de todas as regiões.

Cerca de 95% dos insumos para produzir medicamentos , incluindo o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o chamado insumo fundamental, vêm da China e da Índia. Entre os principais motivos para a escassez, estão: a alta do dólar e do barril de petróleo, cujos derivados são usados para produzir embalagens, e o aumento pela demanda por medicamentos como antibióticos durante o inverno. Além disso, a inflação também eleva o custo da cadeia de transportes.

Segundo entidades do setor, esses fatores fazem com que o custo de venda para farmácias — com teto delimitado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) — não cubra os gastos com a produção. Fortalecer o complexo industrial e o parque fabril no Brasil ajudariam a arrefecer o cenário:

— Temos o desafio da química fina, em que ficamos para trás da Ásia. Hoje, estamos com dificuldade de IFA de dipirona, o que é inaceitável — disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, à Comissão de Fiscalização e Controle do Senado na quarta-feira. — Se, lá atrás, planejamos ter um acesso universal, integral, igualitário e gratuito para atender 200 milhões de brasileiros, isso não pode ser dissociado de ter, por exemplo, um complexo da saúde forte e profissionais de saúde para atender nesse sistema.

Municípios

Tanto o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) quanto o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) vêm alertando o Ministério da Saúde sobre o risco de desabastecimento no Brasil.

Noutro levantamento obtido pelo GLOBO, o Conasems identificou que a dipirona e os antibióticos amoxicilina, clavulanato de potássio e azitromicina são os mais “faltosos” entre as 284 cidades pesquisadas na última sexta-feira.

— O desabastecimento de medicamentos é uma grande preocupação do Conasems, motivo pelo qual estamos com várias iniciativas de capacitação de farmacêuticos e gestores para um melhor monitoramento da ponta. Isso nos permite apontar aos órgãos reguladores nacionais o cenário de escassez e de dificuldade de insumos e produtos e pedir providências — diz o secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira.

Ao GLOBO, o ministério confirmou que articula junto à Anvisa medidas para combater o problema. A pasta informou que “trabalha sem medir esforços para manter a rede de saúde abastecida com todos os medicamentos ofertados pelos SUS”.

Uma das ações foi liberar que a CMED, a quem cabe regular o mercado de medicamentos, reajustasse preços de determinados produtos ameaçados de desabastecimento. Outra foi diminuir o imposto de importação de insumos para dipirona, neostigmina e bolsas para soro, por exemplo. A Anvisa também confirma a atuação. Diz que “está monitorando os relatos de desabastecimento de medicamentos de forma a identificar situações que possam estar relacionadas a sua área de atuação”.

O secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Gustavo Pires, detalha outros problemas gerados pela falta de insumos.

— Os riscos (da escassez) são inúmeros. Quando você não tem a dipirona injetável no ambiente hospitalar, muitas vezes, tem que usar um medicamento muito mais potente e mais caro, aumentando o risco de efeitos adversos e complicações para o paciente — declara Pires.

Gestores ouvidos pelo GLOBO veem o tema com preocupação, mas afirmam não ser possível mensurar os impactos para a saúde pública: as carências, apesar de afetarem diferentes estados do país, não são uniformes. Ou seja, um determinado medicamento pode não ser encontrado numa unidade da federação e não apresentar escassez em outra.

Nas farmácias

O GLOBO percorreu a Rua das Farmácias, na região central de Brasília, e comprovou a falta de medicamentos na ponta. No local, que reúne cerca de 25 drogarias de grandes redes e farmácias de manipulação, além de comércio de produtos hospitalares, encontrou casos de falta de antibióticos como amoxicilina — sobretudo na versão infantil — e azitromicina e também de xaropes contra tosse, que apresentaram maior demanda diante do aumento de doenças respiratórias no inverno.

— Já procurei o Frontal (nome comercial do alprazolam) no Núcleo Bandeirante, no Gama, em Santa Maria (regiões administrativas do Distrito Federal) e, agora, na Rua das Farmácias. Não encontrei até agora — lamenta a administradora Carla Chaves, que conta passar pelo problema a cada dois meses em busca do antidepressivo para o pai.

Outro lado

O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), contudo, nega o risco de desabastecimento. Segundo a entidade, que reúne empresas com mais de 95% do mercado nacional de remédios, é preciso modernizar a regulação de preços dos medicamentos — definidos pela CMED — para adequar os custos, que foram influenciados pela pandemia. A pandemia intensificou o cenário “quando os preços internacionais de IFAs e logística explodiram, precipitando o problema atual”.

“Por causa de um controle de preços que vigora há 19 anos, ultrapassado e desconectado da realidade, os preços de inúmeros medicamentos tradicionais e confiáveis, de uso disseminado em clínicas e hospitais no país, ficaram defasados, enquanto subiam gradativamente os preços de IFAs (insumos farmacêuticos ativos), embalagens (frascos, vidros etc.) e outras matérias-primas importadas e cotadas em moeda forte”, diz a nota do Sindusfarma.

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) informou que nenhuma rede associada notificou “escassez generalizada de medicamentos”. Já a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) diz que não se pronuncia sobre o assunto.

Fonte: O Globo

 

Cansaço constante pode ser sinal de insuficiência cardíaca, diz cardiologista

Em entrevista à CNN, o médico Roberto Kalil afirmou que sedentarismo e tabagismo podem ser fatores de risco para o coração.

No Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, que ocorre neste sábado (9), o presidente do InCor e chefe da cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil, falou sobre os sintomas, tratamentos e prevenção do problema em entrevista à CNN. Um dos sintomas de insuficiência cardíaca que podem se manifestar é um cansaço constante e atípico. “A pessoa muitas vezes tem cansaço, pode ser em repouso, mas muitas vezes no exercício. Por exemplo, se antes ela dava uma volta no quarteirão e não sentia nada, agora não consegue, cansa, tem falta de ar”, afirmou, ponderando que esses sintomas também podem ser apresentados por outras doenças.

Segundo o especialista, a insuficiência cardíaca é o enfraquecimento do músculo do coração, responsável por bombear o sangue para todas as partes do corpo. Uma menor eficiência do músculo cardíaco, pode causar diversas consequências.

“Várias doenças podem levar ao enfraquecimento do músculo do coração”, disse, citando o infarto, problemas nas válvulas do coração e a miocardite, uma inflamação causada por vírus que atinge o músculo cardíaco.

O tratamento da doença, de forma geral, depende de seus causadores. Há casos em que há chances de corrigir a insuficiência e retomar o bombeamento adequado de sangue, e outras vezes em que o órgão não responde adequadamente ao tratamento. Nessas situações, o transplante cardíaco pode ser uma opção.

No caso da insuficiência causada pelo infarto, por exemplo, intervenções como o cateterismo e a angioplastia podem contribuir com o tratamento da insuficiência.

A melhor forma de tratar a patologia é “detectando a causa e tentando corrigir”, segundo Kalil. “É importante dizer que o Sistema Único de Saúde [SUS] dispõe de todo o tratamento medicamentoso da insuficiência cardíaca”.

Para prevenir a insuficiência cardíaca, é importante prevenir suas causas em primeiro lugar. “Tendo um sintoma, [é importante] procurar atendimento médico para fazer o diagnóstico o quanto antes. Em se fazendo o diagnóstico de insuficiência cardíaca, vá atrás da causa, veja o que pode ser reversível ou não. Tem uma gama de medicações desde comprimidos, até a via final, que é o transplante cardíaco”.

Infartos, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e hipertensão estão entre os principais causadores da insuficiência, e, de acordo com o médico, ao prevenir essas patologias, também está se prevenindo a insuficiência: “Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, colesterol alto, são fatores de risco, por exemplo, para aumentar a chance de infarto. Você consegue se prevenir cuidando desses fatores de risco antes que você tenha essa doença.”

Fonte: CNN BRASIL

Mães denunciam falta de inclusão em escolas de São Paulo

Para familiares, desenvolvimento das crianças é prejudicado pela falta de cuidados e de apoio adequado.

Mães denunciam falta de inclusão em escolas de São Paulo. Elas afirmam que as instituições não oferecem condições adequadas para o desenvolvimento das crianças e que a lei não é cumprida integralmente.

V.M. — ela não quis se identificar por mover um processo, que está em segredo de Justiça, contra uma escola da rede Adventista em São Paulo — conta que o filho de 11 anos, superdotado, não recebeu o atendimento adequado e hoje sofre de ansiedade.

“Aos 5 anos, meu filho já me perguntava sobre política e astronomia, sempre foi um menino muito curioso e isso me chamou a atenção”, diz V.M. “Fomos atrás de profissionais especializados e descobrimos que ele é superdotado.”

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, uma criança superdotada não é aquela que domina todos os assuntos. Segundo o MEC (Ministério da Educação), um aluno com altas habilidades ou superdotação precisa de atendimento especializado, com atividades que o estimulem e possam encorajá-lo.

“Caberia à escola diminuir as barreiras, pôr em prática um PEI [Plano Educacional Individualizado]. Ele não é um aluno que vai tirar nota 10 em tudo, tem dificuldade em algumas matérias, mas vai muito bem em outras, o que seria resolvido com uma sala de recursos, mas nada disso foi oportunizado”, diz a mãe do estudante G.M.F.

Denise Arantes Brero, psicóloga e presidente do Conbrasd (Conselho Brasileiro para Superdotação), explica que uma criança superdotada pode possuir habilidades acima da média em áreas específicas, de forma isolada. “Um aluno é excelente em matemática, mas regular nas demais matérias”, diz. “Alguns têm um perfil multitalentoso, mas é um mito acreditar que aquela criança vai se destacar em tudo.”

“No geral, os superdotados são curiosos, principalmente nos assuntos em que têm interesse, aprendem muito rápido, são mais sensíveis e intensos”, explica Denise. “Quando a escola não observa essas características, as crianças tendem a ficar entediadas e desatentas, por isso é importante que seja elaborado um PEI, com atividades que possam aprofundar as habilidades que possuem e desenvolver aquelas em que as crianças têm dificuldade.”

Para Denise, quando uma criança apresenta um comportamento inadequado ou irritabilidade, isso, na verdade, é um pedido de socorro. “Muitas escolas não validam as características daquele estudante. Costumo ouvir muito: ‘Mas justo você, que é superdotado, tira essa nota?!’ ou ‘Não vejo superdotação neste aluno’. Se há um problema de comportamento, a escola precisa observar o que se passa, pois crianças que não são vistas e respeitadas tendem a desenvolver questões emocionais como ansiedade e depressão.”

A família de G.M.F. ofereceu ajuda e apoio psicológico, mas, segundo V.M., a escola não aceitou. “Ele sempre foi sociável e carinhoso; hoje meu filho se vê como um menino problema e irritado, sintoma que a falta de atendimento educacional adequado gerou.” O garoto deve começar o segundo semestre em outra escola.

A Rede de Educação Adventista informa que “o processo todo corre em segredo de Justiça, mas trabalha com a educação inclusiva, leva a sério e prioriza esse direito. Durante o período de um ano, tempo em estudou em uma de nossas escolas, o aluno foi acompanhado de perto, diariamente, pelos professores e outros profissionais”.

Ainda segundo a nota, “mesmo com adaptações no procedimento educativo/práticas pedagógicas, feitas para atender crianças com o perfil de superdotação, a avaliação do rendimento do discente em sala de aula foi normal, dentro da média da classe. Mediante a afirmação e exigências da mãe, sem apresentar um laudo oficial que comprove plenamente essa condição, a escola requereu uma perícia técnica para atestar essa condição”.

Por fim, “ressaltamos também que a Rede de Educação Adventista prioriza e se compromete  com o desenvolvimento integral e bem-estar do aluno, bem como trabalha fortemente com a formação de cidadãos responsáveis pela construção de uma sociedade melhor”.

Ivanilda Rodrigues Dantas é mãe de Davi Diniz Martins, um menino com síndrome de Down. “Pela lei, meu filho tem direito ao acompanhamento de uma psicopedagoga na escola, e fiz essa solicitação”, diz. “Em um primeiro momento, a direção da escola até demonstrou interesse, mas após uma reunião alegou que há uma profissional capacitada para acompanhar o Davi.”

“O Davi usa sonda. Preciso ir à escola com frequência, e eu o vejo isolado, não existe inclusão de fato”, afirma. “Sei do potencial do meu filho, e ele tem o direito de aprender como os outros, mas não é o que está acontecendo na prática.”

A família entrou com uma ação contra a decisão da direção da Emef Gilmar Taccola, na zona leste de São Paulo. “O Ministério Público aceitou o nosso pedido, mas o juiz negou. Entramos com recurso, mas sem sucesso, o Judiciário desconsiderou todos os relatórios que comprovam o déficit educacional do Davi”, observa o advogado Juliano Gagliardi. “Uma psicopedagoga não vai quebrar a hierarquia da escola ou causar algum dano. Ao contrário, pode contribuir para o desenvolvimento da criança.”

Em nota, a SME (Secretaria Municipal de Educação) informa que a escola “reúne todas as condições de atendimento ao estudante”.

Veja a nota na íntegra:

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), informa que a EMEF Prof. Gilmar Taccola reúne todas as condições para atendimento do estudante citado. A unidade escolar dispõe de Auxiliar de Vida Escolar (AVE) e estagiária do Programa “Aprender sem Limites” para os casos que necessitam de Educação Especial.

No dia 20 de junho foi realizada uma nova reunião entre a equipe gestora da unidade, em conjunto com a coordenação do CEFAI (Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão) e o responsável pelo aluno para que ele se sinta mais seguro ao deixá-lo na escola, o que o auxilia a adquirir autonomia, sob o olhar de toda a equipe e acompanhamento pela AVE nas Atividades da Vida Diária (AVDs).

A Educação Inclusiva tem o objetivo de assegurar o acesso, permanência, participação plena e a aprendizagem de bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação nas unidades educacionais e espaços educativos da Secretaria Municipal de Educação.  O Currículo da Cidade e a Política Paulistana de Educação Especial não são compatíveis com um atendimento individual por considerarem o ambiente escolar como um espaço de interação social e aprendizagem.

Hoje, o público-alvo da Educação Especial da rede municipal é de 18 mil alunos, composta por bebês, crianças, jovens e adultos. A rede municipal possui mais de 4 mil profissionais atuando em Educação Especial, em diversas áreas, entre Professor de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (PAAI), Professores de Atendimento Educacional Especializado (PAEE), Auxiliar de Vida Escolar (AVE) e estagiários do programa Aprender sem Limites. Ainda existem equipes multidisciplinares compostas por assistentes sociais, fonoaudiólogos e psicólogos em cada uma das Diretorias Regionais de Educação e os 13 Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão – CEFAI.

Aos estudantes também é oferecido um conjunto de atividades e recursos pedagógicos e de acessibilidade, prestado em caráter complementar ou suplementar às atividades escolares, destinado ao público-alvo da Educação Especial que dele necessite, como, por exemplo, as Salas de Recurso Multifuncionais.

Fonte: R7

Como é a rotina nas empresas que testam semana de 4 dias úteis

Novo modelo de trabalho, com apenas quatro dias de atividades durante a semana, começa a ser testado, com resultados positivos.

Mais de um século desde a adoção da semana de cinco dias de trabalho pelo americano Henry Ford, que virou regra no mundo todo, um novo modelo com apenas quatro dias de atividades começa a ser testado, com resultados positivos.

No Brasil, companhias que instituíram a nova jornada veem melhorias de eficiência, bem-estar dos trabalhadores, retenção de talentos e até aumento de receitas. Por ora, a mudança tem sido adotada mais pelas companhias de tecnologia, como Crawly, NovaHaus, Winnin, AAA Inovação, Gerencianet e Eva.

Mas o modelo, que reduz a carga horária de 40 horas para 32 horas semanais sem alteração de salário, exige um planejamento prévio com atenção à legislação trabalhista e à cultura organizacional. Além disso, para ter êxito em termos de gestão de pessoas e negócios, é necessário revisar metas e tarefas diárias e mensurar com frequência os resultados.

O conceito vem de experiências de empresas em países como Islândia, Reino Unido, Bélgica, Nova Zelândia, Escócia e EUA. Muitas decidiram adotar regimes mais flexíveis diante do fenômeno da “grande debandada” (profissionais pedindo demissão) e do esgotamento profissional provocado pelo trabalho, condição oficializada na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No país, 61% dos trabalhadores brasileiros consideram mudar de emprego em caso de problemas de saúde mental e 74% acreditam que seriam mais produtivos em uma semana de quatro dias. Dados da plataforma de recrutamento Indeed, obtidos com exclusividade pelo Estadão, indicam ainda que 79% concordam em aumentar as horas diárias de trabalho para ter uma semana mais curta, e a maioria está disposta a apoiar a empresa na implementação do novo modelo (84%).

De acordo com a pesquisa, a redução da carga também melhoraria a saúde mental (85%) e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (86%). É o que vem ocorrendo com Gabriele Lima Silva, analista de experiência do cliente da Gerencianet, desde que ganhou a sexta-feira livre. “Aproveito o momento para estar mais próxima da minha família, filho e cachorro, além de cuidar mais de mim.”

O diretor de vendas da Indeed Brasil, Felipe Calbucci, afirma, porém, que a semana de quatro dias pode não fazer sentido para todo tipo de negócio, o que requer avaliar bem a mudança. Isso implica atenção especial à cultura organizacional, diz Evanil Paula, presidente da Gerencianet.

A empresa de meios de pagamentos adotou a sexta-feira livre no início de julho e manteve o controle do ponto para as oito horas de serviço diárias de segunda a quinta. Para implementar o modelo, a Gerencianet fechou acordo com os sindicatos para um novo contrato com os profissionais, atualizando a jornada por seis meses de teste. “Isso é importante, porque a empresa consegue reverter a decisão, caso necessário, sem traumas.”

De forma semelhante, a startup Eva organizou uma assembleia e fechou acordos individuais com os funcionários para reduzir a carga horária a partir de julho. “Antes de definir o dia do descanso, é fundamental um estudo para avaliar os impactos e alinhar às expectativas de todos”, diz o presidente da empresa, Marcelo Lopes.

Novo modelo vira estratégia para retenção de funcionários

A semana de quatro dias de trabalho tem se mostrado uma boa estratégia para retenção de talentos. Num cenário de mercado aquecido em que sobram vagas e faltam profissionais em vários setores, ao oferecer um dia a mais de descanso como benefício, as empresas conseguem disputar mão de obra com companhias estrangeiras que têm salários maiores.

Na empresa de produtos digitais NovaHaus, essa redução da rotatividade já teve impacto nos custos. O presidente da empresa, Leandro Pires, diz que houve perda na entrega, mas não na produtividade. Ou seja, as pessoas diminuíram a jornada de trabalho em 20%, mas deixaram de produzir somente 7%. “Todavia, essa porcentagem foi compensada com a queda da rotatividade e com um aumento de receita.”

A redução da jornada foi definida por acordos individuais e, inicialmente, tem duração de oito meses contados a partir de março. Entre os benefícios aos funcionários, ainda consta um “vale-cultura”, no valor de R$ 400, e duas assinaturas de streaming, os quais têm sido muito bem aproveitados pela gerente de contas Alyne Passarelli.

Para medir o sucesso da estratégia, a NovaHaus adotou como indicadores de avaliação o comparativo de entregas, pesquisas internas para medir o nível de felicidade, valores dos projetos e a quantidade de faltas. “Os funcionários estão mais felizes, faltam menos e a receita aumentou.”

Resultados semelhantes foram observados na Crawly, empresa de coleta de dados online e análises, que instaurou a semana mais curta em março. “Tivemos um aumento de demanda por causa do comercial e do marketing, e conseguimos entregar tudo sem atrasos”, afirma a gerente financeira da empresa, Luisa Lana Stenner.

Processos internos

Tanto para Crawly quanto para a consultoria AAA Inovação, o sucesso da estratégia é atribuído a uma reorganização dos processos internos. “Acabamos com o e-mail, grupos de WhatsApp, e adotamos metodologias e ferramentas ágeis de gestão de projetos e comunicação interna, como Slack, Runrun.it e Discord”, diz o presidente da AAA, Juan Pablo Boeira.

A empresa adotou a jornada mais curta em janeiro. Em cinco meses, foi verificado crescimento de 120% do faturamento. “Quando a gente percebeu que estava mais eficiente, criamos o ‘Reset Day’ (dia de redefinir) às sextas-feiras.” Além de monitorar semanalmente aspectos como entregas (performance), custos fixos, eficiência e saúde mental, a AAA Inovação mantém contato com os clientes para saber o nível de satisfação.

“A decisão de adotar a semana de quatro dias diz muito mais sobre como evoluir a sua produtividade e eficiência do que reduzir um dia de trabalho”, diz o presidente da plataforma Winnin, Gian Martinez. A empresa adotou a sexta-feira livre em agosto de 2021 e já vê melhora de bem-estar dos trabalhadores e redução da rotatividade.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: CNN BRASIL

Entenda a tecnologia 5G que estreia em Brasília nesta quarta-feira

Em algumas regiões do Brasil, 5G compartilha faixa de transmissão com o 4G, o que faz com que o serviço não seja pleno; isso deve mudar a partir desta quarta-feira.

tecnologia 5G chega nesta quarta-feira (5) em Brasília. A capital brasileira é a primeira cidade a ter o sinal da nova internet móvel em funcionamento no país. A expectativa é que todas as capitais estejam com a tecnologia liberada até 29 de setembro.

Em algumas regiões do Brasil, o 5G já compartilha a faixa de transmissão com o 4G, o que faz com que ele não seja pleno. Isso muda a partir desta quarta-feira, com uma faixa de transmissão totalmente dedicada a essa tecnologia.

Os países que contam com a tecnologia mais avançada, chamada de 5G “standalone” (SA), “autosuficiente” ou 5G “puro”, são poucos. Segundo a Ookla, empresa responsável por analisar as métricas de desempenho de acesso à internet no mundo, a maioria utiliza a frequência compartilhada com o 4G, que é de menor qualidade.

Atualmente, o país líder de velocidade 5G é a Coreia do Sul, que tem média de download de 406 megabits por segundo. A média do 4G é de 17,1 megabits por segundo.

O Brasil entra na categoria que passa a aderir a tecnologia pura com a implementação em Brasília. Depois da capital brasileira, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo serão as próximas cidades a receber a tecnologia.

Novidades

Uma das principais diferenças do 5G para o 4G e as outras tecnologias é a velocidade. Segundo Eduardo Neger, presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), isso permite uma resolução e qualidade melhores de imagem e som em vídeos.

Outra mudança significativa é referente à baixa latência. “A latência é um atraso no tempo de resposta de um aparelho, aplicativo ou site. Quando a resposta da rede é mais rápida, você consegue fazer coisas como cirurgias a distância ou operar máquinas e veículos autônomos”, disse Neger.

A baixa latência também permitirá uma expansão da chamada realidade aumentada, que demanda uma resposta rápida após interações com objetos reais que geram conteúdos em um ambiente virtual.

Por fim, o presidente da Abranet destaca a capacidade de conectar uma quantidade maior de dispositivos em uma única antena de transmissão.

Segundo Neger, é possível conectar até 200 vezes mais dispositivos com a nova tecnologia. Isso facilitará a expansão da internet das coisas, em que eletrodomésticos, veículos e outros aparelhos ficam conectados à internet.

O que muda?

Uma das preocupações dos usuários que utilizam a internet, o preço, não deve ser um problema com a implementação do 5G no Brasil. De acordo com o conselheiro e vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira, “a tecnologia não será mais cara aos usuários [que já possuem 4G]”.

Moreira comunicou que os aparelhos mais novos costumam ser os mais aptos a receber os dados da rede. Ele aconselhou os brasileiros a entrarem em contato com as operadoras para verificarem se o celular está apto para receber a tecnologia.

Os smartphones aptos a utilizarem o 5G devem se beneficiar das novidades que a tecnologia traz, como maior velocidade e resposta de rede mais rápida, em decorrência da baixa latência.

Fonte: CNN BRASIL

Entenda o que é o metaverso e quais as possibilidades que ele oferece para o futuro

À CNN Rádio, John Paul Hempel Lima avaliou que o Metaverso é uma boa oportunidade para o Brasil ser protagonista da tecnologia.

Cada vez que uma tecnologia surge, é natural que a primeira reação seja de receio, ou mesmo resistência.

Em 2021, o Facebook anunciou que investirá para se tornar, em até cinco anos, uma “empresa de metaverso”.

Mas o que isso significa exatamente e como isso vai interferir nas nossas vidas no futuro? Para ajudar a explicar, a CNN Rádio ouviu o professor John Paul Hempel, que é coordenador dos cursos de Engenharia da FIAP.

“O metaverso é um conjunto de ambientes virtuais onde a gente vai interagir, socializar, criar, estudar, trabalhar, consumir e se divertir”, disse.

Segundo ele, “nós já somos muito digitais”, com consumo de streaming e, obviamente, redes sociais.

“Estamos vendo grande movimento das empresas de tecnologia, que perceberam que durante a pandemia a gente foi obrigado a ficar em casa e teve que se adaptar, para estudar e trabalhar. Foi um catalisador para que as empresas falassem que agora é a vez do metaverso.”

Mas qual a diferença para o que já temos hoje? “Por mais que a gente consiga trabalhar e interagir com colegas de maneira digital, sentimos a necessidade de imersão.”

“A gente gostaria de ver, estar em um mesmo ambiente, ter mais liberdade para olhar para um lado e outro, no metaverso gente fala de realidade virtual e aumentada, essas novas tecnologias são incorporadas.”

Metaverso na prática

As tecnologias que podem ser aplicadas ao Metaverso são muitas. Como John Paul explica, há o movimento “digital twins”, em que engenheiros de várias partes do mundo, no ambiente virtual, analisam o desempenho de aviões que estão voando em tempo real.

“O metaverso permite que eu vá dar uma aula e consiga falar com pessoas de Singapura, EUA, África e no Brasil, permite mais inclusão.”

Novas profissões e chance de protagonismo

John Paul acredita que veremos uma “série de novas profissões criadas”: “Há arquitetos de ambientes virtuais, só o Facebook tem 11 mil engenheiros para construção do metaverso, até estilistas virtuais, que criam roupas pros avatares.”

O especialista destaca que, apesar de o Brasil ser desigual, o país é “um dos maiores consumidores de digital do mundo, um dos mais conectados do planeta.”

“O governo poderia criar políticas para que o Brasil estivesse na vanguarda de desenvolvimento das novas profissões, é uma grande oportunidade, a gente consome, mas cria pouco, com incentivos de treinamento poderíamos ser um dos protagonistas dessa nova tecnologia.”

Repercussão legal

Como toda nova tecnologia, há ônus e bônus. O professor afirma que já há tipificações de crimes cibernéticos, como injúria racial e assédio, mesmo no ambiente virtual.

“Existe a Justiça, mas obviamente não consegue prever quais novas formas de interação terão, de tempos em tempos deverá ser revisto, crimes financeiros também podem acontecer no metaverso, tem que ter esse cuidado”, completou.

*Com produção de Bruna Sales

Fonte: CNN BRASIL

Vai viajar de carro nas férias? Guia mostra como economizar até 25% na gasolina

Do ar-condicionado à manutenção do automóvel, veja como reduzir os gastos com combustível. O GLOBO ouviu especialistas em mecânica para orientar os motoristas.

Os preços dos combustíveis na bomba até tiveram uma ligeira queda recentemente com o alívio nos impostos aprovado pelo Congresso. Mas, nos últimos 12 meses, o litro da gasolina subiu mais de 25%. Por isso, na hora de colocar o carro na estrada, cada centavo faz a diferença. O GLOBO ouviu dois profissionais especializados na mecânica dos automóveis para preparar um guia de economia ao volante em cinco passos. A redução de gastos pode chegar a 25%.

São ações simples, mas que podem fazer toda a diferença na hora da viagem de férias ou mesmo em deslocamentos curtos na cidade a trabalho ou para o lazer.

Antes de tudo, é preciso lembrar que cada veículo tem parâmetros de consumo diferentes entre si. O gasto de combustível muda também quando se está no tráfego pesado das cidades ou em uma rodovia, onde os carros podem alcançar o que os técnicos chamam de “velocidade de cruzeiro”, emprestando o termo da aviação.

— Se o condutor não consegue manter a média de consumo indicada (pela montadora), é preciso avaliar o combustível e a forma de condução, que são fundamentais para que o gasto fique dentro do estabelecido pelo fabricante — explica o técnico de Educação Profissional do Senai, Adilson Dantas,

Ar-condicionado: vilão na cidade, aliado nas estradas

Entre as boas práticas para gastar menos gasolina, algumas já são velhas conhecidas dos condutores, mas podem fazer a diferença. É o caso do uso do ar-condicionado, um dos principais vilões do consumo de combustível.

Manter o aparelho desligado pode fazer o motorista poupar até 25%, segundo o engenheiro Mecânico e de Automóveis Marcio D’Agosto, professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ. No inverno, não chega a ser um grande sacrifício.

— O ar-condicionado precisa de muita energia para acionar o compressor para que a refrigeração funcione de maneira satisfatória — explica o professor.

Dantas observa que essa lógica vale principalmente para a cidade, onde o trânsito é mais intenso e inconstante, com mais paradas. Em rodovias, afirma, é possível usar o ar-condicionado com menor gasto de combustível, principalmente se a viagem envolver longa distância:

— Nas estradas, quando o motorista está com uma velocidade mais estável, o ar condicionado vale a pena, porque o gasto se dilui no consumo geral.

D’Agosto concorda e acrescenta: nas estradas ou vias expressas, onde a velocidade mais alta é permitida, é menos vantajoso dirigir com as janelas abertas:

— Com os vidros fechados, a resistência aerodinâmica é reduzida, e a economia de combustível pode chegar a 10%.

Pé leve? Depende

Outra estratégia que faz parte da rotina de muitos motoristas é a redução da velocidade média. Muitos caminhoneiros adotam a prática, ainda que isso torne as viagens mais longas.

Para os especialistas, no entanto, a condução mais lenta não necessariamente faz o veículo poupar combustível. O que interfere é se a velocidade é estável num determinado trecho, evitando acelerações e frenagens bruscas.

— O motorista precisa manter a rotação do motor na faixa de 2 mil RPM (rotações por minuto), trocando a marcha de maneira correta para ficar nesse nível. Isso também vale para veículos pesados, mas no caso do ônibus e caminhões, é preciso olhar o que o fabricante indica — diz o professor da UFRJ.

Veículos automáticos, lembra, são em tese programados para cumprir a lógica de menor consumo, mas é preciso prestar atenção se o carro foi bem regulado e avaliar isso nas manutenções. No caso dos carros convencionais, cabe ao motorista a boa condução. Segundo o especialista, a direção eficiente pode resultar numa economia de 5% a 20%.

— A curva de consumo de combustível tem um ponto onde o gasto é mínimo, que é justamente a rotação que precisa ser mantida para que esse nível ótimo. Se você acelera o motor, ele dispara as rotações. O que a marcha faz é justamente controlar a rotação em função da velocidade que você está trafegando.

‘Banguela’ ladeira abaixo? Nada disso

Nas descidas, conduzir o veículo em ponto morto, prática conhecida como “banguela”, além de muito perigoso para o caso de ser preciso frear, aumentando o risco de acidentes, não traz economia.

Os especialistas apontam que isso pode provocar desgaste excessivo no sistema de freio, principalmente em veículos mais pesados, o que pode gerar inclusive custos adicionais. O certo é descer com o veículo engrenado.

D’Agosto lembra que a manutenção em dia é essencial. Filtros de ar e combustível devem ser limpos com frequência e velas precisam ser trocadas, seguindo as recomendações do fabricante, e os pneus devem ser mantidos na calibragem recomendada. Tudo para melhorar a performance do veículo.

Carregar só o necessário

Além disso, peso excessivo deve ser retirado do porta-malas: a carga desnecessária sobrecarrega o veículo, que precisa de mais força para acelerar, e, por isso, consumir mais combustível. Pense bem no que levar durante a viagem e fique só com o que realmente será necessário.

Já o peso do tanque, é relativo. Há quem diga que é mais econômico abastecer pouco a pouco ao longo da viagem para reduzir o peso do carro. Para D’Agosto, abastecer menos para trafegar com o carro mais leve não traz muita economia, principalmente se o motorista eventualmente calcular mal o consumo e ficar sem combustível.

As paradas nos postos também vão afetar a performance geral, reduzindo o período em “velocidade de cruzeiro”. Dantas avalia que o abastecimento deve acompanhar o consumo:

— O tanque precisa estar na medida da sua necessidade. Ficar com o tanque cheio e não usar é carregar peso desnecessário, mas trafegar com pouco combustível também é perigoso e pode comprometer o desempenho do veículo.

Para ambos os especialistas, o motorista precisa, sobretudo, abastecer em postos confiáveis, para evitar combustíveis adulterados ou de má qualidade, o que pode comprometer a mecânica do veículo. Aí o peso no bolso pode ficar muito maior. É preciso ficar de olho no consumo do carro:

— Basta anotar a quilometragem feita e o volume de combustível. Quanto maior a taxa de km por litro, melhor — diz o professor da UFRJ.

Resumo das dicas:

Constância e fluidez

A condução em velocidade baixa não necessariamente aumenta a economia de combustível. Os especialistas explicam que, na verdade, o que importa é a constância, sem que o condutor fique acelerando ou freando bruscamente, o que aumenta o consumo de combustível.

Marcha na hora certa

Alinhada a evitar o freio ou aceleração repentina, troque a marcha na hora certa, para que a rotação no motor se mantenha na faixa de 2 mil RPM (rotações por minuto), quando o consumo de combustível é reduzido. No caso de veículos pesados, como ônibus e caminhões, é preciso checar quais são as determinações da montadora, que sinaliza os limites no painel.

Manutenção em dia

É importante seguir as orientações do manual do fabricante, respeitando os prazos para troca de componentes, como velas e filtros de ar e de óleo.

Pneus calibrados

Os pneus também devem receber atenção. Normalmente, o fabricante determina na parte interna da tampa de abastecimento qual a calibragem indicada se o carro estiver apenas com o motorista ou com a capacidade total de passageiros. Calibre com frequência: pneus murchos geram mais área de atrito do carro com a pista, além de se deformarem mais, gastando mais energia.

Peso extra

Pare de usar o porta-malas como um “estoque” de coisas que podem ser usadas em situações esporádicas: peso em excesso e desnecessário faz o carro precisar de mais força para acelerar, e, por isso, consumir mais combustível.

Ar-condicionado desligado

Trafegar com o ar desligado quando estiver rodando dentro da cidade é uma estratégia valiosa. Isso porque o aparelho puxa mais energia do motor para acionar o compressor para que a refrigeração aconteça. Se estiver trafegando em estradas, com uma velocidade mais alta e constante, o impacto é menor.

Janelas abertas ou fechadas?

Em estradas ou vias expressas, onde o motorista pode trafegar em velocidades mais altas, o indicado é que as janelas sejam mantidas fechadas. Isso porque o vidro aberto aumenta a resistência aerodinâmica do veículo, que passa a gastar mais energia.

Fonte: O Globo

Julho terá maior superlua do ano e passagem de cometa gigante. Veja!

Julho chegou e nos reserva algumas surpresas, como a maior superlua de 2022, conhecida como “lua dos cervos”, e ainda a passagem do cometa K2, que poderá ser visto aqui da Terra.

No dia 13, quarta-feira veremos a maior superlua de 2022. A “Lua dos Cervos” tem esse nome por conta dos chifres que crescem na cabeça dos cervos nessa época do ano nos Estados Unidos.

Ela estará visível a olho nu e o satélite natural da Terra ficará maior e mais brilhante quando visto daqui. A Lua cheia começa às 15h38 (horário de Brasília).

Passagem do cometa K2

No dia seguinte, 14 de julho, teremos outro espetáculo no céu: a passagem do cometa “C/2017 K2”, também conhecido como “PanSTARSS”

O PanSTARRS é um cometa que vem da Nuvem de Oort – tida por astrônomos como a “divisa” entre o nosso sistema solar e o chamado “espaço interestelar”.

Ele foi descoberto em maio de 2017, ele tem algo entre 14 e 80 quilômetros (km) de raio e aproximadamente 800 mil km de cauda, efetivamente sendo um objeto de grande escala, embora seu núcleo seja relativamente “normal”.

Segundo a Organização EarthSky, uma plataforma norte-americana de informações sobre o céu, o cometa K2 vem se aproximando da Terra em direção ao Sol e agora finalmente poderá ser visto.

Cinco anos depois de identificado, o corpo gelado poderá ser visto nitidamente com binóculos e telescópios na quinta, dia 14.

Depois, ele segue sua viagem rumo ao Sol, de onde deve se aproximar mais intimamente no dia 19 de dezembro.

Como assistir

No dia 14 ele estará a 1,8 unidade astronômica (UA), o que dá em torno de 270 milhões de km de distância da Terra, com um brilho de 9 pontos de magnitude.

O cometa vai se tornar visível no início da noite, por volta das 18h49. Para enxergar, olhe para céu ao leste.

Ele deve atingir o ponto mais alto no céu às 21h39 e ficará observável até às 02h11 da madrugada.

Então torça para fazer tempo bom e céu aberto onde você está para poder assistir a esses dois fenômenos dos dias 13 e 14 de julho. Já estamos torcendo daqui!

Fonte: SóNotíciaBoa

Veja os principais pontos do texto da PEC dos Combustíveis aprovada pelo Senado

Texto foi aprovado nesta quinta-feira (30) e prevê um pacote de R$ 41,25 bilhões em auxílios.

Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (30), a nova versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis, que prevê o reconhecimento do estado de emergência em 2022 no país e um pacote de R$ 41,25 bilhões em auxílios.

Dentre os principais pontos do texto, está a criação do auxílio de R$ 1 mil a caminhoneiros e um auxílio ainda sem valor definido a taxistas.

Além disso, o projeto amplia o Auxílio Brasil para, ao menos, R$ 600 mensais e o vale-gás para cerca de R$ 120 a cada dois meses. Essas medidas serão válidas até 31 de dezembro deste ano, segundo o texto.

O texto também incrementa em R$ 500 milhões a verba para o programa Alimenta Brasil, de compra de alimentos de pequenos produtores e povos indígenas, entre outros, por parte de órgãos públicos.

Confira os principais pontos do texto aprovado pelo Senado

Proposta aumenta em R$ 200 o benefício do Auxílio Brasil entre 1º de agosto e 31 de dezembro de 2022. Portanto, o valor do auxílio deve passar de R$ 400 para R$ 600 neste período.

A estimativa de custo da medida é da ordem de R$ 26 bilhões até o final do ano. A intenção do governo é usar esse montante ainda para zerar a atual fila de beneficiários, estimada em quase 1,6 milhões de famílias.

Também incrementa o valor do vale-gás para que seja pago o equivalente a um botijão a cada dois meses, o que deve possibilitar que o auxílio chegue a cerca de R$ 120. Oficialmente, será dado um valor que corresponde a mais 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 kg do gás de cozinha (o gás liquefeito de petróleo). Segundo o relator, 5,8 milhões de famílias devem ser beneficiadas. A medida será válida entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2022. O valor estimado da medida é de R$ 1,05 bilhão.

Proposta também concede assistência de R$ 2,5 bilhões até 31 de dezembro de 2022 para auxiliar o custeio do direito da gratuidade aos idosos no transporte público coletivo urbano, semiurbano e metropolitano prevista no Estatuto do Idoso. O montante será repassado à União, a estados, ao Distrito Federal e a municípios.

Para os estados que outorgarem créditos tributários do ICMS, imposto sobre mercadorias e produtos, o projeto dispõe auxílio no valor total de R$ 3,8 bilhões aos produtores ou distribuidores de etanol hidratado em seu território, em montante equivalente ao valor recebido.

O objetivo é reduzir a carga tributária da cadeia produtiva do etanol hidratado, de modo a manter um diferencial competitivo em relação à gasolina. A proposta permite que, até 31 de dezembro de 2022, a alíquota de tributos incidentes sobre a gasolina poderá ser zerada, desde que a alíquota do mesmo tributo incidente sobre o etanol hidratado também seja zerada. A ajuda será dada em cinco parcelas mensais de até R$ 760 milhões cada, de agosto a dezembro de 2022.

A PEC ainda cria um auxílio de R$ 1 mil para os transportadores autônomos de carga que estavam cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas até 31 de maio de 2022, o que deve atingir caminhoneiros, majoritariamente. O auxílio será concedido entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2022, deve atender cerca de 870 mil beneficiários e tem impacto estimado em R$ 5,4 bilhões.

Outro auxílio criado foi para motoristas de táxi profissionais registrados, de valor ainda a ser definido. A verba total para esse auxílio será de R$ 2 bilhões. O cálculo de quanto cada taxista receberá e a quantidade de parcelas pagas deverão ser regulamentados pelo Executivo, considerando o número de beneficiários habilitados.

O benefício será concedido entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2022. Para recebê-lo, os taxistas precisarão apresentar documento de permissão para prestação do serviço emitido pelo poder público municipal ou distrital.

Por fim, o texto concede suplementação orçamentária de R$ 500 milhões ao Programa Alimenta Brasil.

*Com informações de Luciana Amaral, Gabrielle Varela e Larissa Rodrigues, da CNN, em Brasília

Fonte: CNN BRASIL