Uso de melatonina para dormir está aumentando, mas oferece riscos

Conhecido como hormônio do sono, o composto tem sido associado a dor de cabeça, tontura, náusea, cólicas estomacais e uma série de disfunções

Mais e mais adultos estão tomando melatonina — popularmente conhecido como hormônio do sono —sem receita para dormir, e alguns deles podem estar usando em níveis perigosamente altos, descobriu um novo estudo.

Embora o uso geral entre a população adulta dos Estados Unidos ainda seja “relativamente baixo”, a pesquisa “documenta um aumento significativo de no uso de melatonina nos últimos anos”, disse a especialista em sono Rebecca Robbins, instrutora na divisão de sono da Escola de Medicina de Harvard, que não esteve envolvida no estudo.

A pesquisa, publicada nesta terça-feira (01) na revista médica JAMA, descobriu que em 2018 os americanos estavam consumindo mais que o dobro da quantidade de melatonina que utilizavam uma década antes.

Especialistas temem que o impacto negativo no sono, causado pela pandemia, possa ter aumentado ainda mais a dependência generalizada de auxílios para dormir, disse Robbins.

“Tomar soníferos tem sido associado em estudos prospectivos com o desenvolvimento de demência e mortalidade precoce”, disse ela.

A melatonina tem sido associada a dor de cabeça, tontura, náusea, cólicas estomacais, sonolência, confusão ou desorientação, irritabilidade e ansiedade leve, depressão e tremores, bem como pressão arterial anormalmente baixa. Também pode interagir com medicamentos comuns e desencadear alergias.

Embora o uso de curto prazo para jet lag (distúrbio do sono), trabalhadores por turnos e pessoas com problemas para adormecer pareça seguro, a segurança a longo prazo é desconhecida, de acordo com o Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa (NCCIH) dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Dose maior, pouca regulação

Desde 2006, um pequeno, mas crescente subconjunto de adultos está tomando quantidades de melatonina que excedem em muito a dosagem de 5 miligramas por dia que normalmente é usada como tratamento de curto prazo, segundo o estudo.

No entanto, as pílulas à venda podem conter níveis de melatonina muito mais altos do que o anunciado no rótulo. Ao contrário de medicamentos e alimentos, a melatonina não é totalmente regulamentada pela agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, portanto, não há requisitos federais para que as empresas testem pílulas para ter certeza de que contêm a quantidade de melatonina anunciada.

“Pesquisas anteriores descobriram que o conteúdo de melatonina nesses suplementos não regulamentados e comercialmente disponíveis variou de -83% a +478% do conteúdo rotulado”, disse Robbins, coautora do livro “Durma para o Sucesso” (em tradução livre).

Também não há requisitos para que as empresas testem seus produtos quanto a aditivos ocultos prejudiciais em suplementos de melatonina vendidos em lojas e online. Estudos anteriores também descobriram que 26% dos suplementos de melatonina continham serotonina, “um hormônio que pode ter efeitos nocivos mesmo em níveis relativamente baixos”, de acordo com o NCCIH, departamento dos Institutos Nacionais de Saúde.

“Não podemos ter certeza da pureza da melatonina que está disponível no mercado”, disse Robbins.

Tomar muita serotonina combinando medicamentos como antidepressivos, remédios para enxaqueca e melatonina pode levar a uma reação medicamentosa grave. Sintomas leves incluem calafrios e diarréia, enquanto uma reação mais grave pode levar à rigidez muscular, febre, convulsões e até morte se não for tratada.

É um hormônio, não uma erva

Por ser comprado sem receita, os especialistas dizem que muitas pessoas veem a melatonina como um suplemento de ervas ou vitamina. Na realidade, a melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, localizada nas profundezas do cérebro, e liberada na corrente sanguínea para regular os ciclos de sono do corpo.

“Há uma visão de que, se for natural, não pode doer”, disse Robbins à CNN em uma entrevista anterior sobre o impacto da melatonina nas crianças. “A verdade é que realmente não sabemos as implicações da melatonina a longo prazo, para adultos ou crianças”.

Outra realidade: estudos descobriram que o uso de melatonina pode ser útil na indução do sono se usado corretamente – tomando pelo menos duas horas antes de dormir – mas o benefício real é pequeno.

“Quando os adultos tomaram melatonina, diminui a quantidade de tempo que levaram para adormecer em quatro a oito minutos”, disse à CNN Cora Collette Breuner, professora do departamento de pediatria do Hospital Infantil de Seattle da Universidade de Washington.

“Então, para alguém que leva horas para adormecer, provavelmente a melhor coisa a fazer é desligar as telas, fazer 20 a 40 minutos de exercício por dia ou não beber nenhum produto com cafeína”, disse Breuner.

“Estas são todas as ferramentas de higiene do sono que funcionam, mas as pessoas hesitam muito em fazê-las. Preferem apenas tomar uma pílula, certo?”

Treinando seu cérebro para dormir

Existem outras dicas de sono comprovadas que funcionam tão bem, se não melhor, do que soníferos, dizem os especialistas. O corpo começa a secretar melatonina no escuro. O que fazemos em nossa cultura moderna? Usamos luz artificial para nos manter acordados, muitas vezes muito além da hora normal de dormir do corpo.

Pesquisas descobriram que o corpo diminui ou interrompe a produção de melatonina se exposto à luz, incluindo a luz azul de nossos smartphones, laptops e similares.

“Qualquer fonte de luz de espectro de LED pode diminuir ainda mais os níveis de melatonina”, disse Vsevolod Polotsky, que dirige a pesquisa básica do sono na divisão de medicina pulmonar e de cuidados intensivos da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em uma entrevista anterior à CNN.

Portanto, fique sem esses dispositivos pelo menos uma hora antes de adormecer. Gosta de ler para dormir? Tudo bem, dizem os especialistas, basta ler um livro real com pouca luz ou usar um e-reader no modo noturno.

“A luz digital diminuirá o impulso circadiano”, disse Polotsky, enquanto uma “luz de leitura fraca não o fará”.

Outras dicas incluem manter a temperatura do seu quarto em temperaturas mais baixas de cerca de 15ºC a 20ºC. Dormimos melhor se estivermos com um pouco de frio, dizem os especialistas.

Estabeleça um ritual na hora de dormir tomando um banho quente ou chuveiro, lendo um livro ou ouvindo música suave.

Ou você pode tentar respiração profunda, ioga, meditação ou alongamentos leves. Vá para a cama e levante-se no mesmo horário todos os dias, mesmo nos fins de semana ou nos dias de folga, explicam. O corpo gosta de rotina.

Se o seu médico prescrever melatonina para ajudar com o jet lag ou outros problemas menores de sono, mantenha o uso “a curto prazo”, disse Robbins.

Se você planeja usar melatonina para um sonífero de curto prazo, tente comprar melatonina de grau farmacêutico, ela aconselhou. Para descobrir isso, procure um selo mostrando que o produto foi testado.

Fonte: CNN BRASIL

Abono salarial tem R$ 208,5 milhões que ainda não foram sacados

Os 320.423 trabalhadores que não retiraram o benefício podem solicitá-lo no próximo calendário, que começa em 8 de fevereiro.

abono salarial PIS/Pasep, exercício 2020/2021, não foi sacado por 320.423 trabalhadores, o que deixou R$ 208,5 milhões esquecidos na conta. Quem não retirou o benefício poderá solicitar o valor no próximo calendário, que começa a ser pago no dia 8 de fevereiro.

No último calendário, referente ao ano base de 2019, receberam o benefício 21,9 milhões de trabalhadores, o que equivale a 98,56% do previsto, no valor de R$ R$ 17,2 bilhões. O Ministério do Trabalho e Previdência afirma que é assegurado ao trabalhador o direito ao abono salarial pelo prazo de cinco anos.

Os valores não sacados serão disponibilizados para pagamento no calendário dos exercícios seguintes, até completar o prazo de cinco anos. O próximo pagamento será feito a 22 milhões de brasileiros a partir de 8 de fevereiro, com valor total de mais de R$ 20 bilhões.

O serviço de consulta para saber se o trabalhador tem direito ao pagamento já está disponível pelo link www.gov.br/pt-br/servicos/sacar-o-abono-salarial. Além disso, o canal 158 do Ministério do Trabalho e Previdência está à disposição para esclarecimentos, bem como o atendimento presencial das unidades regionais da pasta.

Quem tem direito

Para ter direito ao benefício, é preciso estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente (com carteira assinada) no mínimo 30 dias em 2020 e receber até dois salários mínimos (R$ 2.424). Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial, conforme a categoria da empresa.

Trabalhadores do setor privado, inscritos no PIS, receberão o abono salarial deste ano no período de 8 de fevereiro a 31 de março, pela Caixa. Para servidores públicos, militares e empregados de estatais, inscritos no Pasep, o pagamento vai de 15 de fevereiro a 24 de março, pelo Banco do Brasil.

Já aqueles que moram em municípios em situação de emergência por causa das chuvas vão receber o valor no dia 8, independentemente da data de nascimento.

Confira abaixo as datas de pagamento

PIS

Nascidos em janeiro – 8 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 10 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de fevereiro
Nascidos em abril  – 17 de fevereiro
Nascidos em maio – 22 de fevereiro
Nascidos em junho – 24 de fevereiro
Nascidos em julho – 15 de março
Nascidos em agosto – 17 de março
Nascidos em setembro – 22 de março
Nascidos em outubro – 24 de março
Nascidos em novembro – 29 de março
Nascidos em dezembro – 31 de março

Pasep

Finais de inscrição 0 e 1 – 15 de fevereiro
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de fevereiro
Final de inscrição 4 – 22 de fevereiro
Final de inscrição 5 – 24 de fevereiro
Final de inscrição 6 – 15 de março
Final de inscrição 7 – 17 de março
Final de inscrição 8 – 22 de março
Final de inscrição 9 – 24 de março

Valor

Espécie de 14º salário, o valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2020. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 101, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo total, de R$ 1.212.

A partir de fevereiro, o trabalhador do setor privado também poderá consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.

No caso dos trabalhadores vinculados ao Pasep, a consulta do saldo é na página Consulte Seu Pasep. Há também a opção de ligar para a Central de Atendimento do Banco do Brasil (4004-0001, capitais e regiões metropolitanas, ou 0800 729 0001, interior).

Fonte: R7

Receita paga restituição do IR a 240.744 contribuintes nesta segunda

O valor será depositado na conta indicada na declaração do Imposto de Renda, num total de R$ 448,5 milhões 

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (31) o pagamento do lote residual de restituição do Imposto de Renda 2021. O valor será depositado na conta indicada na declaração de 240.744 contribuintes. O lote, que contempla também restituições residuais de exercícios anteriores, é de R$ 281,9 milhões.

Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet (www.gov.br/receitafederal), selecionar Meu Imposto de Renda e, em seguida, Consultar a Restituição.

A página apresenta orientações e os canais de prestação do serviço, e permite consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Se identificar alguma pendência na declaração, o contribuinte poderá retificar a declaração, corrigindo as informações que porventura estejam equivocadas.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que possibilita consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

O pagamento da restituição é realizado diretamente na conta bancária informada na declaração de Imposto de Renda. Se, por algum motivo, o crédito não for realizado (por exemplo, a conta informada foi desativada), os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Nesse caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo portal BB no endereço www.bb.com.br/irpf, ou ligar para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de um ano, ele deverá requerê-lo pelo portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.

Do total que será liberado neste novo lote de restituições, R$ 96.664.742,30 são de contribuintes que têm prioridade legal, sendo 3.586 idosos acima de 80 anos, 28.358 entre 60 e 79 anos, 2.129 com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 9.233 cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Foram contemplados ainda 197.438 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 16 de janeiro deste ano.

Fonte: R7

País recebe mais 1,8 milhão de doses contra Covid-19 para crianças

Com o quarto lote do imunizante pediátrico da Pfizer para o público de 5 a 11 anos, número de unidades chega a 6,1 milhões

O quarto lote da vacina pediátrica da Pfizer contra a Covid-19 , com 1,8 milhão de doses, chegou ao Brasil nesta segunda-feira (31). Com essa remessa, o total de imunizantes da farmacêutica para crianças de 5 a 11 anos no país já soma 6,1 milhões para a campanha de vacinação.

A entrega da nova remessa tinha previsão inicial para 3 de fevereiro, mas foi antecipada. O voo com o novo lote de imunizantes aterrissou às 4h50, no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A distribuição das doses por estado e Distrito Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde, segue o critério populacional (de acordo com a faixa etária).

O primeiro carregamento desembarcou no dia 13, o segundo, no dia 16, e o terceiro, no dia 24. A expectativa é que sejam entregues mais 7,2 milhões de doses em fevereiro e 8,4 milhões em março, podendo chegar a 30 milhões no primeiro trimestre, segundo o Ministério da Saúde.

CoronaVac

Além da Pfizer, a CoronaVac também foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para crianças a partir de 6 anos. Com a orientação de que não seja aplicada em imunocomprometidos, a dose aprovada da vacina, produzida a partir de vírus inativado, é a mesma usada para adultos (600 SU em 0,5 ml), com um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda aplicação. A CoronaVac é produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

No caso da vacina da Pfizer para as crianças, o esquema vacinal prevê duas doses com intervalo de oito semanas. O imunizante tem dosagem e composição diferentes das que são utilizadas para os maiores de 12 anos. A vacina para crianças é aplicada em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas).

A imunização de crianças não é obrigatória no Brasil, diferentemente de todas as outras imunizações infantis previstas pelo PNI (Programa Nacional de Imunização). Para a vacinação desse público, será necessária a autorização dos pais. No caso da presença dos responsáveis no ato da vacinação, haverá dispensa do termo por escrito. A orientação da pasta é que os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização.

No total, o país já distribuiu 407,4 milhões de doses de vacinas. De acordo com o Ministério da Saúde, quase 92% da população acima de 12 anos está vacinada com a primeira dose, o que equivale a 163,5 milhões de pessoas, enquanto 85% tomaram a segunda dose ou a dose única, cerca de 150,9 milhões. Mais de 37,1 milhões já garantiram a dose de reforço, fundamental para completar a imunização contra a doença.

Fonte: R7

No piloto automático? Saiba reconhecer sinais e sintomas de exaustão emocional

Cabeça que ‘não desliga’ na hora de dormir, fadiga extrema, sensação de ‘peso’ no peito e quedas violentas de energia são sinais de alerta de que é hora de conversar com quem amamos e buscar ajuda profissional de psiquiatra ou psicólogo.

“Aquela sensação de rolo compressor no peito, quando você deu tudo de si para ‘chegar lá’, mas não consegue mais, e você sente um vazio? Sim, sei muito bem o que é… ”

Quando perguntei a Jane*, 31 anos, se ela já sofreu de exaustão emocional, sua resposta foi bastante clara. Em meio a um tumultuado relacionamento com seu parceiro de quatro anos, ela acordou um dia com a certeza de que não teria mais como continuar. “Decidimos de comum acordo nos separar. Mas, como eu carreguei o casal por todo esse tempo, me sentia exausta. Eu estava em um estado letárgico. Eu nem tinha mais forças para chorar”, explica ela.

Fonte: Revista Marieclaire

Bolsonaro anuncia reajuste de 33,24% para piso salarial de professores

A disposição de conceder a reposição foi antecipada pelo chefe do Executivo na quarta-feira, 26, a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 27, no Twitter, reajuste de 33,24% no piso dos professores da educação básica. A disposição de conceder a reposição foi antecipada pelo chefe do Executivo na quarta-feira, 26, a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. “Esse é o maior aumento já concedido, pelo governo federal, desde o surgimento da Lei do Piso. Mais de 1,7 milhão de professores, dos estados e municípios, que lecionam para mais de 38 milhões de alunos nas escolas públicas serão beneficiados”, publicou o presidente na rede social.

Pela Lei do Magistério, o reajuste de professores é atrelado ao chamado valor por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), definido pelo Ministério da Educação, com base na inflação. No ano passado, o governo não concedeu reajustes.

Na quarta, o presidente havia dito a apoiadores que iria “seguir a lei”. “Vou seguir a lei. Governadores não querem 33%. Eu vou dar o máximo que a lei permite, que é próximo disso”, afirmou Bolsonaro. Governadores e prefeitos pressionavam o governo federal a tentar modificar a lei do piso e o cálculo do reajuste como forma de evitar um aumento no piso salarial dos professores — e, assim, minimizar o impacto nos cofres de estados e municípios.

Fonte: Exame

Contratos de aluguel que vencem em fevereiro terão alta de 16,9%

Indicador usado para corrigir maioria das locações no Brasil ganhou ritmo e avançou 1,82% em janeiro, aponta FGV

Indicador responsável pela correção da maioria dos contratos de aluguel vigentes no Brasil, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) avançou 1,82% em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (27) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com a variação superior à apresentada em dezembro (+0,87%), a “inflação do aluguel” soma alta de 16,91% nos últimos 12 meses, a menor variação acumulada desde setembro de 2020. O percentual será usado como referência para reajustar as locações com vencimento no mês de fevereiro.

Na prática, os inquilinos que pagam atualmente um aluguel de R$ 1.500 terão que desembolsar R$ 1.753,65 (+R$ 253,65) para continuar morando no mesmo imóvel nos próximos meses. Para evitar o peso no bolso, especialistas recomendam a renegociação com o proprietário da residência.

André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV, explica que a alta mensal do IGP-M foi provocada, principalmente, pelo salto de 18,26% do preço do minério. Segundo ele, a variação respondeu por 52% do resultado do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo).

No mês, o IPA subiu 2,3%, após alta de 0,95% em dezembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou 0,75%. A principal contribuição para esse resultado partiu do subgrupo bens de investimento, cuja taxa passou de 0,78% para 2,07%, no mesmo período.

Já o índice relativo a bens finais, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,9% em janeiro, ante alta de 0,7% no mês anterior. O estágio das matérias-primas brutas, por sua vez, saltou 4,95% em janeiro, após variar 1,22% em dezembro.

Reajuste pelo IPCA

Diante da diferença entre o IGP-M e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), algumas imobiliárias já passaram a utilizar a inflação oficial para reajustar os novos contratos de aluguel. O tema é defendido por um grupo de entidades que representam lojistas de diversos segmentos que entraram com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) em prol da alteração.

Uma proposta de mudança do deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP) também foi apresentada na Câmara, mas esbarra no interesse dos shoppings, de financeiras que administram fundos imobiliários e do governo federal.

A avaliação contrária à alteração considera a mudança “interferência indevida do Estado” na economia. Para o grupo, o uso do IPCA para os reajustes causaria muita judicialização, o que encerraria grande parte dos contratos e elevaria o preço médio das locações.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente da apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

Fonte: R7

Volta às aulas é importante para saúde mental e física das crianças, diz pediatra

À CNN, Karina Pierantozzi Vergani disse que “não há justificativa” para o não-retorno presencial às atividades nas escolas

A pediatra e pneumologista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, Karina Pierantozzi Vergani, defende que “não há justificativa atual” para o não-retorno presencial às atividades nas escolas.

Em entrevista à CNN, ela destacou que há vários estudos que apontaram que o ambiente escolar não é um ambiente de “supercontágio” da Covid-19.

Karina reforçou que há cuidados que precisam ser tomados e o primeiro deles é bem simples: que pais levem seus filhos para se vacinarem. “Tem que seguir todos os cuidados que já são sabidos, higiene das mãos, uso de máscara, distanciamento e vacinas em massa para nossas crianças.”

A pediatra também disse que o prejuízo para as crianças e adolescentes é enorme fora das aulas presenciais. “O problema da criança que fica em casa é que isso afeta a saúde mental, causa depressão, ansiedade, fora a saúde física, com casos de obesidade, o retorno presencial mesmo no cenário atual da pandemia é essencial.”

“O retorno é muito importante para saúde mental e física das crianças, o tempo perdido não vai ser recuperado, mas daqui para frente vive outro cenário, não é o começo da pandemia, que não tinha vacinação e não conhecia a doença, a gente sabe como o vírus se comporta”, completou.

Fonte: CNN Brasil

Como equilibrar a dieta e dar um show de saudabilidade

A escolha dos alimentos deve ser guiada pelos princípios da variedade, moderação e equilíbrio

Equilíbrio é fundamental para vivermos a vida sem muitos sobressaltos, não sendo diferente quando o assunto é dieta alimentar. E pode-se dizer que a alimentação saudável é sinônimo de dieta equilibrada ou balanceada.

Para fugir das dietas da moda e controlar o peso de maneira saudável, você deve considerar três princípios básicos, de acordo com um guia elaborado pelo Ministério da Saúde: variedade, moderação e equilíbrio. Vamos aos pontos!

Variedade
É importante comer diferentes tipos de alimentos pertencentes aos diversos grupos (carboidratos, verduras/legumes, frutas, leite e derivados, carnes/ovos, leguminosas/oleaginosas e açúcares/gorduras). A qualidade nutricional dos alimentos deve ser observada também.

Moderação
Não se deve comer nem mais nem menos do que o organismo precisa; é importante estar atento à quantidade certa de alimentos.

Equilíbrio
Quantidade e qualidade nutricional são importantes; o ideal é consumir alimentos variados, respeitando as quantidades de porções recomendadas em cada grupo de alimentos. Isto é, “comer de tudo um pouco”.

Como você deve ter percebido, dieta adequada não tem nada a ver com restrição. Para facilitar na hora de escolher o que devemos comer diariamente e em quantidade certa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos criou a Pirâmide dos Alimentos (abaixo). O material foi preparado de acordo com as necessidades energéticas e nutritivas diárias de um indivíduo adulto (de 20 a 70 anos de idade).

Os açúcares e gorduras, que aparecem no topo da pirâmide, devem ser consumidos em menor quantidade. A recomendação é de moderação, segundo o guia do Ministério da Saúde. Para os demais, a posição não se dá por importância, e sim por necessidade e quantidade, de acordo com as porções indicadas.

Fonte: lifestyle.r7

Mais de 60% dos reajustes salariais dos trabalhadores ficaram abaixo da inflação em 2021

Embora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) tenha acumulado mais de 10%, em 2021, o reajuste médio obtido pelos trabalhadores por meio de negociações coletivas foi de 9,5%, segundo o “Salariômetro” da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Ou seja, a maior parte dos reajustes não foi suficiente para cobrir a inflação média.

Na distribuição dos reajustes 67,2% das negociações coletivas para aplicação de reajuste de salarial dos trabalhadores do setor privado encerraram o ano de 2021 abaixo do INPC, acumulado no período. No ano passado, 19,7% dos reajustes ficaram iguais e somente 13,1% superaram o índice de preços.

De acordo com o “Salariômetro”, as datas-base até maio devem ocorrer com INPC acumulado de 2 dígitos. A partir de junho, as previsões para a inflação começam a cair, chegando à casa dos 5% em dezembro.

Segundo a pesquisa, os últimos três anos foram difíceis para os trabalhadores. Em 2019 e 2020, o reajuste mediano tinha empatado com a inflação. Na pandemia e principalmente em 2021, cresceu a presença de escalonamento e de teto de aplicação dos reajustes. Entre 2020 e 2021, parte dos benefícios perdeu da inflação. A contribuição dos sindicatos laborais cresceu 15,7% para um INPC acumulado médio de 9%.

Veja os setores mais impactados

Os trabalhadores do setor de serviços tiveram os menores ganhos nas negociações salariais. A diferença entre o reajuste em relação ao INPC foi de 38,9%. Confira a tabela abaixo com os dados por setor e a comparação em relação às regiões do país.

Fonte: Extra Globo