Ucrânia celebra independência nos 6 meses de guerra, sem domínio de Putin

Rússia ataca e tenta tomar território ucraniano desde o dia 24 de fevereiro.

Ucrânia celebra hoje sua independência, no mesmo dia em que completa seis meses de luta para preservá-la. Apesar de o país estar semidestruído, e de milhares de mortos, a maioria civis, há motivo para comemorar: Vladimir Putin não alcançou seu intento de dominar o país, as forças ucranianas estão com a iniciativa e a expectativa de receber mais armas.

Os Estados Unidos devem anunciar hoje um pacote de US$ 3 bilhões de ajuda militar à Ucrânia, o maior desde o início do conflito, segundo a agência Reuters. Teme-se, ao mesmo tempo, que a Rússia lance bombardeios mais intensos, para lembrar que não reconhece a independência da Ucrânia, e para vingar o atentado contra a jornalista Darya Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexander Dugin, ocorrido sábado (20) nos arredores de Moscou.

O conflito está na sua terceira fase. Na primeira, as forças russas tentaram tomar ao menos dois terços do território. Apesar dos bombardeios que destruíram cidades ou parte delas, os soldados russos foram repelidos no centro, oeste e norte da Ucrânia.

O esforço de guerra russo passou a se concentrar no leste do país, na tentativa de dominar todo o Donbas. A região é formada por duas províncias. Luhansk foi praticamente toda tomada pelos russos. Depois de ocupar cerca de metade de Donetsk, a parte sul da região, os russos não conseguiram avançar mais.

Ao mesmo tempo em que continham os russos no leste, os ucranianos lançaram uma contra-ofensiva no sul, na tentativa de impedir a anexação da província de Kherson, planejada pela Rússia para o início de setembro. Isso obrigou os russos a deslocar mais tropas do leste para osul. Estima-se que havia em torno de 12 grupos de batalhões táticos russos na província. Agora, eles são 27. Cada grupo contém até mil soldados.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia tem empregado mísseis e foguetes de médio alcance contra alvos russos a até 200 km de distância da linha de contato. Depósitos de armas e munição e bases militares têm sido destruídos na Península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e em outros territórios ucranianos ocupados pelas forças russas.

Há, hoje, um equilíbrio de forças. A chegada de mais armamento deve continuar sustentando a contra-ofensiva ucraniana. Dez mil soldados ucranianos recebem treinamento de táticas ofensivas no Reino Unido. Desde a independência, em 1991, as Forças Armadas ucranianas haviam sido treinadas apenas para a defesa do país.

A autoconfiança dos ucranianos nunca esteve tão alta. O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, disse à CNN que “o pior cenário ficou para trás”.

O presidente Volodymyr Zelensky declarou que “a guerra começou na Crimeia e vai acabar na Crimeia”, depois de um ataque que destruiu oito aviões em uma base aérea russa na península. Foi a primeira vez que ele estabeleceu como objetivo não só conter a expansão russa, mas recuperar os territórios ocupados em 2014.

Entretanto, o cenário é sombrio, de vários ângulos. Os russos transformaram a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, numa base militar. O aparente objetivo é poderem desviar a eletricidade gerada pela usina para a Rússia, ao mesmo tempo em que chantageiam a Ucrânia e a Europa com a ameaça de um grande acidente nuclear, que obviamente também afetaria a Rússia.

Além disso, a Ucrânia não tem condições de derrotar militarmente a Rússia; só de elevar o custo político e econômico da guerra a ponto de obrigar Putin a rever seus objetivos. E há a fadiga dos aliados europeus com uma guerra prolongada, que gera inflação de energia e alimentos. Os ucranianos estão cientes do risco de os europeus reduzirem o apoio. “Para mim, é a maior ameaça”, disse o ministro da Defesa.

Fonte: CNN BRASIL

Pegadas de dinossauros de 113 milhões de anos são descobertas em rio que secou

Os rastros foram descobertos no fundo de um rio no Dinosaur Valley State Park, afetado pelas secas no Texas.

Pegadas de dinossauros de cerca de 113 milhões de anos foram reveladas no Dinosaur Valley State Park, no Texas, nos Estados Unidos, devido a severas condições de seca que esvaziaram um rio, informou o parque na segunda-feira (22) em comunicado.

“A maioria das pegadas que foram recentemente descobertas em diferentes partes do rio no parque pertencem ao Acrocanthosaurus. Este era um dinossauro que teria, quando adulto, cerca de 4,5 metros de altura e [com peso] perto de sete toneladas”, disse a porta-voz do parque Stephanie Salinas Garcia à CNN por e-mail.

Outra espécie que deixou rastros no parque em Glen Rose, no Texas, foi o Sauroposeidon, que teria cerca de 18 metros de altura e pesaria cerca de 44 toneladas quando adulto, acrescentou Garcia.

A seca excessiva do verão americano fez com que um rio no parque secasse completamente na maioria dos pontos, revelando os rastros – o último segredo há muito tempo escondido e recentemente exposto quando os corpos d’água secaram devido às condições de seca em todo o mundo.

Mais de 60% do Texas foi atingida por secas na semana passada em duas das mais intensas categorias, de acordo com o Monitoramento de Secas dos Estados Unidos (USDM, na sigla em Inglês). O estado também experimentou recentemente ondas de calor que deixaram milhões sob alertas de calor excessivo.

A crise climática causada pelo homem também aumentou o potencial de oscilações dramáticas mais frequentes em períodos de seca e alta precipitação de chuva, como inundações repentinas nesta semana no Dallas.

Em condições climáticas normais, os rastros de dinossauros encontrados no leito do rio ficam debaixo d’água sob sedimentos, o que os torna menos visíveis, explicou Garcia.

“Ser capaz de fazer essas descobertas e experienciar novas pegadas de dinossauros é sempre um momento emocionante no parque”, acrescentou Garcia.

Enquanto isso, espera-se que as pegadas sejam enterradas novamente com a previsão de chuva, disse Garcia, que acrescentou que o processo ajuda a proteger as pegadas do intemperismo natural e da erosão.

“O Dinosaur Valley State Park continuará a proteger essas pegadas de 113 milhões de anos não apenas para as gerações presentes, mas também para as futuras”, acrescentou.

Os rastros são apenas a mais recente descoberta revelada pela queda dos níveis de água devido à seca, tanto nos EUA quanto no exterior: cinco conjuntos de ossadas humanas foram descobertos no Lago Mead, em Utah, nos últimos meses, quando o reservatório caiu para cerca de 27% de sua capacidade total.

No leste da Sérvia, dezenas de navios de guerra alemães ainda carregados de explosivos foram expostos no seco rio Danúbio. Um círculo de pedra pré-histórico apelidado de Stonehenge Espanhol foi revelado no reservatório de Valdecañas, na zona rural da Espanha. E estátuas budistas que se acredita terem 600 anos foram encontradas no rio Yangtze, na China.

Fonte: CNN BRASIL

Veja dicas que ajudam a prevenir problemas de memória e sinais de demência na velhice

Especialistas explicam como hábitos saudáveis podem contribuir para que o cérebro envelheça de forma saudável e quadros demenciais sejam evitados.

Dedicar-se a um bom caça-palavras é uma das dicas mais populares quando o assunto é exercitar a memória e garantir um bom desempenho cognitivo na velhice. Mas será essa a única forma de preservar as nossas lembranças – e o nosso cérebro – ao longo da vida? Especialistas ouvidos pelo R7 explicam que não é simples assim.

Há uma série de fatores associados ao funcionamento da memória, e a velha máxima “você é o que você come” também pode ser aplicada nesse caso, assim como há questões relacionadas à genética e a doenças de base.

É inevitável que a memória passe por alterações ao longo da vida e que, a partir de certa idade, as informações não sejam mais processadas com a mesma rapidez e facilidade.

No entanto, é possível chegar à velhice sem sinais de demência ou perdas cognitivas importantes, explica o neurocirurgião Marcelo Valadares, do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e pesquisador da disciplina de neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Para isso, o caminho é conhecido: manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo.

São as mesmas recomendações para driblar problemas como diabetes e hipertensão arterial, por exemplo, pois a saúde do cérebro também depende do bom funcionamento de todo o organismo.

Ainda assim, passatempos como o de palavras cruzadas e a manutenção de um bom hábito de leitura são importantes aliados para treinar as habilidades cognitivas.

Sozinhas, no entanto, essas atividades não são suficientes para preservar a memória, de acordo com o psiquiatra Rodrigo Martins Leite, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

“O que os estudos internacionais mostram é que demência tem a ver com fatores de risco de saúde física, como hipertensão e diabetes. Até o momento, se a pessoa não cuida de aspectos da saúde [como um todo], só o treinamento cognitivo não é suficiente para prevenir demência”, afirma o psiquiatra.

Como a memória funciona?

Basicamente, é como se houvesse compartimentos no cérebro onde as lembranças são organizadas em ordem de importância. Um deles é a memória recente, ou de curto prazo, que, segundo o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento, reserva as informações que serão temporariamente necessárias, como uma lista de compras.

Há também a memória de trabalho, que armazena o conhecimento que será usado imediatamente, como a lembrança do lugar onde se está.

Já a memória de longo prazo, como sugere o nome, conserva as informações e experiências que são relevantes ao longo da vida.

“O nosso cérebro vai deixando de lado coisas que não são relevantes, não são necessárias ou aquelas nas quais nós não pensamos. Então não é que a nossa memória seja infinita, ela é categorizada, tem significado e é acionada à medida que nós damos valor àquilo”, explica o neurocirurgião.

As emoções também são um componente importante para essa preservação, segundo o psiquiatra, e podem modular a capacidade da memória, filtrando o que o cérebro vai reter ou descartar.
“Quando olhamos para o passado, de forma geral, acabamos tendo uma memória seletiva. As situações que vivemos carregadas de emoção, sejam positivas ou negativas, acabam marcando mais a nossa memória, enquanto situações mais triviais, sem tanta emoção associada, acabam sendo registradas com menor evidência”, sublinha Martins Leite.

Impacto da tecnologia na memória

Para os especialistas, ainda não é possível dimensionar o impacto da internet e das mídias digitais na memória, ou mesmo dizer qual é o efeito provocado pela avalanche de informações e interações que usar uma rede social, por exemplo, pode proporcionar.

“O que já podemos perceber é que, de uma forma mais empírica, essa sobrecarga sensorial de dados está associada a uma menor retenção da memória. Por conta do excesso desses elementos, acabamos tendo muita dificuldade de filtrar e selecionar o que é importante do que não é. Então, esse excesso de informações acaba prejudicando a consolidação das memórias”, destaca o psiquiatra Martins Leite.

Por outro lado, o neurocirurgião Marcelo Valadares considera que a tecnologia também pode estimular o raciocínio à medida que facilita o acesso à informação de qualidade.

“A boa memória, mas principalmente a perda de memória, muitas vezes está associada ao uso da nossa inteligência, à realização de atividades complexas, ao estudo e à leitura. Então, se considerarmos que a tecnologia vem para estimular e para desenvolver, podemos ter [por exemplo] mais leitura”, destaca Valadares.

“Mas é diferente para pessoas que ficam muito tempo na internet e não dormem bem, por exemplo. Dormir bem é necessário para que nosso cérebro processe melhor as nossas memórias, e pessoas que não têm o sono de qualidade podem apresentar um prejuízo dessa função com o tempo”, finaliza o neurocirurgião.

Fonte: R7

Pesquisa da Fiocruz aponta eficácia da vitamina B12 para amenizar Covid-19

Com a introdução da vitamina B12, a expressão dos genes inflamatórios e de resposta antiviral dos pacientes se aproximou a dos indivíduos saudáveis.

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas Gerais constatou que a vitamina B12 regula processos inflamatórios que, durante a infecção pelo coronavírus, se encontram desregulados e levam ao agravamento da Covid-19.

A pesquisa comparou amostras de sangue de pacientes hospitalizados com as formas grave e moderada da doença com amostras de sangue de pessoas saudáveis (voluntários sem Covid-19), analisando a expressão de todos os genes pelas células de defesa, os leucócitos, em cada um dos grupos.

Segundo o estudo, as análises mostraram que os pacientes com Covid-19 tinham expressão alterada de muitos genes, embora estivessem em tratamento com corticoides há cerca de 11 dias. Com a introdução da vitamina B12, a expressão dos genes inflamatórios e de resposta antiviral dos pacientes se aproximou a dos indivíduos saudáveis, mostrando a eficácia da vitamina para o controle da inflamação.

Segundo o estudo, as análises mostraram que os pacientes com Covid-19 tinham expressão alterada de muitos genes, embora estivessem em tratamento com corticoides há cerca de 11 dias. Com a introdução da vitamina B12, a expressão dos genes inflamatórios e de resposta antiviral dos pacientes se aproximou à dos indivíduos saudáveis, mostrando a eficácia da vitamina para o controle da inflamação.

Todos os dados gerados pela pesquisa foram publicados em um artigo, em formato ainda em preprint, enquanto é aguardado o processo de revisão pelos pares que antecede a publicação da versão definitiva.

De acordo com o estudo, a B12 atenua um quadro conhecido como tempestade inflamatória, causado por uma resposta imune excessiva do organismo. A B12 atua como um regulador desse evento, ao aumentar a produção da molécula doadora universal de uma substância chamada metil, capaz de desativar genes que favorecem a inflamação.

A pesquisa da Fiocruz Minas mostra, de forma pioneira, ser possível atuar na normalização desse processo que, por sua vez, é fundamental para a regulação da atividade dos genes por meio de fármacos, no caso, a vitamina B12.

De acordo com a Fiocruz, para verificar a segurança da B12, a equipe da pesquisa introduziu o tratamento com a vitamina nas amostras de indivíduos saudáveis e constatou que não houve qualquer alteração nos níveis de expressão dos genes avaliados, o que mostra a segurança do tratamento, ao atestar a não toxidade da B12, e comprova a eficiência da vitamina especificamente para a regulação dos genes com expressão alterada na covid-19.

Segundo o pesquisador Roney Coimbra, coordenador do estudo, não adianta tomar a vitamina por conta própria, como medida de prevenção, uma vez que a pesquisa só constatou a eficiência da B12 para a normalização de processos inflamatórios alterados pela doença.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, em Belo Horizonte, onde foram recrutados os pacientes para o fornecimento das amostras, além dos dados clínicos e laboratoriais necessários para as análises.

O estudo contou ainda com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fonte: CNN BRASIL

Calor extremo seca rios pelo mundo; veja como 6 deles são vistos do espaço

Falta de chuva e ondas de calor implacáveis ​​estão secando rios nos EUA, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Estar preso “em um rio sem remo” é uma expressão para uma situação complicada da qual você simplesmente não consegue sair. Mas se esse rio estiver no Hemisfério Norte, é provável que o remo não seja útil, de qualquer maneira.

Falta de chuva e ondas de calor implacáveis ​​estão secando rios nos EUA, Europa, Ásia e Oriente Médio. Muitos estão encolhendo em comprimento e largura. Manchas de leito de rio saindo acima da água são uma visão comum. Alguns rios estão tão secos que se tornaram praticamente intransitáveis.

A crise climática causada pelo homem está alimentando condições climáticas extremas em todo o mundo, o que não afeta apenas os rios, mas também as pessoas que dependem deles. A maioria das pessoas no planeta depende dos rios de alguma forma, seja para água potável, irrigação de alimentos, energia ou transporte de mercadorias.

Veja como essa mudança pôde ser vista em seis deles a partir do espaço.

Rio Colorado

O rio Colorado está secando em suas margens e diminuindo, já que uma seca histórica no oeste dos EUA mostra poucos sinais de trégua.

O rio é mantido por dois dos maiores reservatórios do país e, para proteger a bacia hidrográfica, o governo implementou cortes obrigatórios de água e pediu aos estados que apresentassem planos de ação adicionais.

Um desses reservatórios, o Lago Mead, está diminuindo de tamanho à medida que os níveis de água caem para o status de “poça morta” – o ponto em que o reservatório não será alto o suficiente para liberar água a jusante de uma barragem.

Seus níveis de água estão em tendência de queda desde 2000, mas tiveram uma queda mais acentuada desde 2020.

O nível do lago ficou tão baixo no ano passado que descobertas selvagens foram feitas, incluindo restos humanos em um barril – uma suspeita de vítima de homicídio de décadas atrás. E as consequências da crise do rio Colorado são enormes: cerca de 40 milhões de pessoas em sete estados e no México dependem da água do rio para beber, agricultura e eletricidade.

Rio Yangtzé

O rio Yangtze na Ásia está secando em suas margens e seu leito está surgindo em algumas áreas. Mas são os afluentes do Yangtze que já estão intensamente ressecados. A China anunciou um alerta nacional de seca pela primeira vez em nove anos, e sua onda de calor é a mais longa em seis décadas.

O impacto da secagem do Yangtze foi enorme. Em Sichuan, uma província de 84 milhões de habitantes, a energia hidrelétrica representa cerca de 80% da capacidade de eletricidade. Muito disso vem do rio Yangtze e, à medida que seu fluxo diminui, a geração de energia diminuiu, deixando as autoridades de lá para ordenar que todas as suas fábricas fossem fechadas por seis dias.

A província está vendo cerca de metade da chuva que costuma acontecer e alguns reservatórios secaram completamente, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua.

Rio Reno

O Reno começa nos Alpes suíços, atravessa a Alemanha e os Países Baixos e depois flui até o Mar do Norte. É um canal crucial para o transporte marítimo europeu, mas, no momento, é um pesadelo navegar.

Partes do leito do rio surgiram acima da superfície da água, o que significa que os navios que tentam passar devem contornar uma série de obstáculos, retardando todo o processo.

Deslize para a direita para ver o Reno em agosto de 2021 e para a esquerda para vê-lo em agosto de 2022.

O Reno tem muitos medidores diferentes ao longo do caminho, inclusive em Kaub, a oeste de Frankfurt, na Alemanha, onde os níveis de água caíram para até 32 centímetros (12,6 polegadas).

As companhias de navegação geralmente consideram qualquer coisa abaixo de 40 centímetros no Reno muito baixo para se preocupar, e em Kaub, menos de 75 centímetros geralmente significa que um navio porta-contêineres tem que reduzir sua carga para cerca de 30%, de acordo com economistas do Deutsche Bank.

Baixos níveis de água também significam que as empresas pagam diques mais altos para passar, e todos esses fatores tornam o frete mais caro, um custo geralmente repassado aos consumidores.

Rio Po

O rio Po corta o topo da Itália e flui para o leste no Mar Adriático. É alimentado pela neve do inverno nos Alpes e chuvas fortes na primavera, e tem uma queda acentuada que traz um fluxo rápido. Normalmente, inundações devastadoras são mais um problema em torno deste rio.

Mas agora, o Po parece muito diferente. O inverno foi seco no norte da Itália, então a neve forneceu pouca água, e a primavera e o verão também foram secos, mergulhando a região na pior seca que experimentou em sete décadas.

Está tão seco que uma bomba da época da Segunda Guerra Mundial foi encontrada recentemente em meio às águas.

O grande problema é que milhões de pessoas dependem do Po para sua subsistência, principalmente através da agricultura. Cerca de 30% da comida italiana é produzida ao longo do Po, e algumas das exportações mais famosas do país, como o queijo parmesão, são feitas aqui.

O Rio Loire

O Loire na França sustenta um vale de vinhedos que produzem alguns dos vinhos mais famosos do mundo.

O rio se estende por cerca de 600 milhas e é considerado o último rio selvagem da França, apoiando os ecossistemas biodiversos em todo o vale, muitos dos quais são protegidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Partes do rio já são bastante rasas, mas seus níveis e fluxo podem mudar rapidamente com o clima e com o derretimento da neve em sua nascente. Algumas seções estão tão secas pela falta de chuva e calor extremo que as pessoas podem atravessar a pé.

Imagens de satélite da cidade francesa de Saumur mostram mais leito do rio do que água exposta no Loire. As manchas de terra ao redor dele no vale são principalmente marrons e murchas – um ano atrás, elas eram exuberantes e verdes.

As autoridades estão liberando água das barragens no rio, principalmente para garantir que haja o suficiente para resfriar quatro usinas nucleares que ficam ao longo dele.

O Rio Danúbio

O Danúbio é o rio mais longo da Europa Ocidental e um canal de navegação crucial que passa por 10 países. Na Romênia, Sérvia e Bulgária, os trabalhadores estão dragando o rio apenas para garantir que os navios ainda possam navegar.

Não está em uma condição tão terrível quanto alguns dos outros rios da Europa, mas países como a Hungria dependem tanto do Danúbio para o turismo que os impactos já estão sendo sentidos. Alguns navios de cruzeiro não conseguiram passar por partes do rio para chegar à Hungria.

Aqueles que ainda estão funcionando não podem parar em suas rotas normais porque muitas estações tiveram que fechar porque os níveis de água nas margens dos rios baixaram.

Um navio médio de 1.600 toneladas agora só pode navegar no trecho húngaro sem nenhuma carga, de acordo com o conselho de turismo do país.

Fonte: CNN BRASIL

“Dormir bem” é adicionado a lista de hábitos essenciais para coração e cérebro

Relação não era alterada há 12 anos; para entender como dormir melhor, o CNN Nosso Mundo deste sábado (20) recebe o psiquiatra Arthur Danila.

A Associação Americana do Coração, principal entidade de cardiologia no mundo, adicionou “dormir bem” à lista dos hábitos essenciais para preservar a saúde do coração e do cérebro. Essa relação não era alterada há 12 anos.

A boa qualidade do sono se junta agora a outros sete parâmetros: evitar o tabagismo, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e controlar o peso, pressão arterial, concentração de gorduras e açúcar no sangue.

Porém, um estudo da Royal Philips mostra que dormir mal tem sido um problema cada vez mais frequente. A empresa de tecnologia em saúde entrevistou 13 mil adultos em 13 países – incluindo o Brasil – desde o começo da pandemia.

Entre os que participaram do levantamento, 74% dos brasileiros afirmaram terem adquirido um ou mais problemas para dormir.

Para entender como reverter essa situação e descansar melhor, o CNN Nosso Mundo deste sábado (20) recebe o psiquiatra Arthur Danila, coordenador do Programa de Mudança de Hábitos e Estilo de Vida do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Assista ao programa no canal 577 e pelo YouTube da CNN Brasil.

CNN Nosso Mundo é exibido aos sábados, a partir das 23h45.

(publicado por Tiago Tortella, da CNN)

Fonte: CNN BRASIL

Análise: Novo vírus encontrado na China é outra ameaça difícil de prever

Reviravoltas da pandemia de Covid-19 deixaram todos nós mais humildes, possivelmente comprometendo o futuro de prever o que pode estar à frente.

Quando você pensava que 2022 já havia fornecido um século de doenças infecciosas assustadoras, de Covid-19 à varíola dos macacos à poliomielite, as manchetes da semana passada alertaram para mais uma.

No leste da China, o vírus Langya pode ter saltado do musaranho-de-dentes-brancos para humanos. O vírus infectou dezenas de pessoas, mas não ainda não há relatos de mortes.

Muitos podem se perguntar o que está acontecendo. Por que tantas infecções aparecem tão rapidamente?

Várias explicações são plausíveis: talvez um mundo globalmente aquecido e densamente povoado seja mais hospitaleiro para todos os tipos de novos patógenos; talvez novas técnicas moleculares estejam nos permitindo apenas agora diagnosticar a causa dos intermináveis ​​resfriados e erupções cutâneas que as gerações anteriores não podiam nomear, criando um “surto” concreto, não apenas um “inverno horrível”.

Alternativamente, talvez a crescente desconfiança da ciência por trás das recusas de se vacinar ou usar uma máscara tenha empurrado séculos de progresso médico para os dias do pré-iluminismo, quando apenas a oração e talvez uma indulgência poderiam determinar um destino, ou talvez é a internet alimentando um desejo de “clickbait” por sustos de saúde como se fossem filmes de terror.

O que quer que esteja acontecendo, o momento criou uma corrida para encontrar alguém que possa prever o futuro, sem necessidade de experiência. Essa busca por um especialista com bola de cristal remonta a milênios: o Oráculo de Delfos domina as histórias da Grécia antiga, enquanto astrólogos e videntes têm desempenhado um papel semelhante há séculos.

Entre aqueles com pelo menos alguns dedos do pé no mundo científico, temos os meteorologistas, analistas do mercado de ações, pesquisadores políticos e apostadores de Las Vegas – todos eles estão fazendo o seu melhor, mas na análise final, apenas adivinhando, por mais educada que seja a tentativa.

A esta lista foi adicionada, desconfortavelmente, uma nova criatura mítica: o especialista em saúde que é capaz de ver o futuro com precisão e declamar o que, se for o caso, podemos fazer para nos mantermos seguros. Isto é delicado. Estamos há mais de 2 anos na pandemia e nossas previsões não parecem estar melhorando muito.

As reviravoltas da pandemia de Covid-19 deixaram todos nós mais humildes, possivelmente comprometendo o futuro de prever o futuro. Prever o que pode estar à frente, mesmo quando você conhece um assunto de dentro para fora, requer uma mistura estranha de experiência, intuição, bravura, se não egoísmo, e gosto pelo dramático.

Para os médicos, estar errado, muitas vezes, faz parte da rotina diária. Estamos acostumados a isso: um raio-X pode parecer anormal, mas, repetindo, a área em questão acaba sendo apenas um emaranhado de vasos sanguíneos.

Um ataque cardíaco que certamente parece grave resulta em uma internação breve e tranquila, enquanto, em outros casos, o que parece ser um ataque cardíaco leve acaba sendo fatal uma semana depois. Todo dia tem suas lições brutais.

A saúde pública é diferente. A relação de um médico com um paciente é um encontro humano básico ancorado em uma realidade compartilhada. Em contraste, um relacionamento com um público vagamente definido flutua por conta própria, sem regras claras de engajamento.

Essa falta de limites conhecidos é mais evidente na tendência contínua de culpar os especialistas em saúde, não a doença que estão tentando controlar. Ou culpá-los pelo que parece uma recomendação fraca, apenas para criticá-los um dia depois por atrasos em sua próxima rodada de recomendações.

Em certo sentido, tudo isso é esperado; todos nós culpamos o mensageiro com muita frequência. Mas o que é menos fácil de entender é o seguinte: uma semana após o escárnio e o desdém, o mesmo público se apressa para ouvir os mesmos especialistas se pronunciar sobre a próxima ameaça – seja ela qual for.

Os especialistas podem ser reprovados teste após teste, mas nunca são deixados de lado. Para citar o filme de Woody Allen “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”: “Rapaz, a comida neste lugar é realmente terrível.” “Sim, eu sei. E porções tão pequenas.”

Este último passo certamente é evidente no relatório do vírus Langya. Imediatamente após a publicação no New England Journal of Medicine no início deste mês, conselhos para se preocupar ou não se preocupar tanto com a disseminação de doenças zoonóticas surgiram em todos os lugares. Em breve, poderá haver mais especialistas dando conselhos do que casos identificados.

Ajustar-se às notícias de mais um patógeno certamente é inquietante e buscar orientação faz todo o sentido. Talvez, no entanto, devêssemos receber a previsão não como uma coleção infalível de fatos futuros, mas com a mesma mistura de cautela e esperança que saudamos a previsão de um especialista em beisebol que, em agosto, tem a tarefa de prever quem vencerá o campeonato em outubro.

Ou isso ou simplesmente devemos parar de pedir às pessoas que prevejam o futuro. Caso contrário, cada previsão que erra o alvo, ainda que levemente, serve apenas para corroer a confiança do público, não apenas no prognóstico, mas em todo o complexo empreendimento de controle da pandemia.

Kent Sepkowitz é médico e especialista em doenças infecciosas no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York. As opiniões expressas nesta matéria são suas.

Fonte: CNN BRASIL

Brasil registra o menor tempo para abrir empresa; saiba como fazer

O tempo médio chegou a um dia e duas horas, o menor período já registrado pelo painel Mapa das Empresas.

O brasileiro que decidiu ter seu próprio negócio em julho deste ano gastou em média um dia e duas horas para conseguir abrir a empresa. É o menor tempo médio já registrado pelo painel Mapa das Empresas, da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, do Ministério da Economia.

Nos seis primeiros meses deste ano, foram abertos mais de 2 milhões de empresas no Brasil, ante 830 mil extintas. Ao todo, o país tem mais de 19,61 milhões de empresas ativas. São Paulo lidera entre os estados com o maior número de empresas ativas, com mais de 5,6 milhões, e também foi o estado que registrou o maior número de empresas abertas em 2022: mais de 596 mil.

Segundo a analista de políticas públicas do Sebrae Nacional, Layla Caldas, o país tem avançado na melhoria do ambiente de negócios, sobretudo com a digitalização de alguns serviços públicos, a publicação da Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/19) e outros dispositivos legais que beneficiaram os pequenos negócios, facilitando a vida do empreendedor.

“A melhoria do ambiente de negócios é focada na redução dos obstáculos que se impõe ao empreendedorismo, como a burocracia enfrentada para formalização e legalização do negócio, para comercialização de seus produtos e serviços, para o pagamento dos impostos, entre outros fatores. Isso passa pela simplificação de normas, pela redução da burocracia, pela melhora dos serviços públicos e pela implantação de políticas de fomento aos pequenos negócios”, explica a analista.

Veja a seguir, a orientação do Sebrae para quem quer abrir uma empresa.

Passo a passo para quem quer ser dono de seu negócio

  1. Saiba que negócio abrir

Você quer se tornar um empreendedor mas não sabe por onde começar ou que negócio abrir? Então, confira os menus Ideias de Negócios e Tipos e Ramos, do Sebrae. Confira sugestões de como ganhar dinheiro, descubra o que é preciso ter para montar um negócio e veja como o Sebrae classifica e apoia a atividade escolhida.

  1. Veja se você tem perfil

    Para tornar um negócio realidade, é preciso ter perfil empreendedor, conhecer a realidade do mercado e organizar um plano de negócios. Clicando, você aprenderá a fazer o documento, que serve como um mapa para sua empresa chegar ao sucesso.

  2. Reúna informações sobre o negócio

    Em seguida, você precisa coletar informações para dar subsídio consistente à criação da empresa, pesquisando dados sobre:

  1. Organize-se

    A quarta iniciativa é organizar as informações coletadas. Ao conhecer o mercadovocê conseguirá construir o plano de negócios e definir estratégias para posicionar corretamente a sua empreitada.

  2. Como obter crédito

    Paraobter crédito, você pode precisar de dicas de gestão de dinheiro e de como conseguir auxílios financeiros para as suas necessidades profissionais. Você terá auxílio com os seguintes tópicos:

  • Fornecedores e os prazos de pagamento.
    • Financiamentos e análise das necessidades.
    • Renegocie o pagamento de empréstimos.
    • Qual o melhor financiamento para o seu negócio.
    • Que garantias a empresa deve apresentar para obter crédito.
  1. Coloque a mão na massa

A última etapa é registrar o negócio e torná-lo realidade. Saiba o que é necessário para formalizar o empreendimento. Nessa página você encontrará informações e dicas sobre como registrar marcas e patentes e os seguintes materiais:

Fonte: Sebrae

Ranking dos negócios que mais abrem no Brasil

Atividades econômicas (levando-se em conta o número total de empresas no país)

  • Comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios – 1,06 milhão
  • Cabeleireiros, manicures e pedicures – 799 mil
  • Promoção de vendas – 539 mil
  • Obras de alvenaria – 512 mil
  • Comércio varejista de mercadorias, minimercados, mercearias e armazéns – 461 mil
  • Lanchonetes, casas de chá, sucos e similares – 436 mil
  • Restaurantes e similares – 388 mil

Fonte: R7

Cientistas buscam “ressureição” do tigre-da-Tasmânia, extinto há quase 100 anos

Através de avanços na genética e recuperação de DNA, pesquisadores australianos acreditam que técnica pode ajudar também animais atualmente ameaçados de extinção.

Quase 100 anos após sua extinção, o tigre-da-Tasmânia pode voltar a viver novamente. Os cientistas querem ressuscitar o marsupial carnívoro, oficialmente conhecido como Thylacinus cynocephalus, que costumava vagar pelo mato da Austrália.

O ambicioso projeto aproveitará avanços em genética, recuperação de DNA antigo e reprodução artificial para trazer de volta o animal.

“Nós defendemos fortemente que, em primeiro lugar, a proteção de nossa biodiversidade de novas extinções, mas infelizmente não estamos vendo uma desaceleração na perda de espécies”, disse Andrew Pask, professor da Universidade de Melbourne e chefe do Laboratório Integrado de Pesquisa em Restauração Genética, que está liderando a iniciativa.

“Esta tecnologia oferece uma chance de corrigir isso e pode ser aplicada em circunstâncias excepcionais onde as espécies fundamentais foram perdidas”, acrescentou Pask.

O projeto é uma colaboração com a Colossal Biosciences, fundada pelo empresário de tecnologia Ben Lamm e pelo geneticista da Harvard Medical School George Church, que estão trabalhando em um projeto de US$ 15 milhões igualmente ambicioso para trazer de volta uma espécie de mamute em uma forma alterada.

Do tamanho de um lobo, o tigre-da-Tasmânia desapareceu há cerca de 2.000 anos em praticamente todos os lugares, exceto na ilha australiana da Tasmânia. Como único predador marsupial dos tempos modernos, desempenhou um papel fundamental em seu ecossistema, mas também o tornou impopular entre os humanos.

Os colonos europeus da ilha em 1800 culparam o animal pelas perdas de gado (embora, na maioria dos casos, os cães selvagens e a má gestão do habitat fossem os verdadeiros culpados), e caçaram os tímidos tigres-da-Tasmânia até o ponto de extinção.

O último de sua espécie, que vivia em cativeiro, chamado Benjamin, morreu em 1936 no zoológico de Beaumaris, na Tasmânia. Essa perda monumental ocorreu logo após os animais terem recebido o status de proteção, mas era tarde demais para salvar a espécie.

Plano genético

O projeto envolve várias etapas complicadas que incorporam ciência e tecnologia de ponta, como edição de genes e construção de úteros artificiais.

Primeiro, a equipe vai construir um genoma detalhado do animal extinto e compará-lo com o de seu parente vivo mais próximo – um marsupial carnívoro do tamanho de um camundongo chamado dunnart-de-cauda-grossa– para identificar as diferenças.

“Nós, então, pegamos células vivas de nosso dunnart e editamos seu DNA em todos os lugares onde ele difere do tigre-da-Tasmânia”, explicou Pask.

Uma vez que a equipe programou com sucesso uma célula, Pask disse que células-tronco e técnicas reprodutivas envolvendo dunnarts como substitutos “transformariam essa célula de volta em um animal vivo”.

“Nosso objetivo final com essa tecnologia é restaurar essas espécies na natureza, onde elas desempenharam papéis absolutamente essenciais no ecossistema. Portanto, nossa esperança final é que você as veja novamente na mata da Tasmânia um dia”, disse ele.

O dunnart-de-cauda-grossa é muito menor do que um tigre-da-Tasmânia adulto, mas Pask disse que todos os marsupiais dão à luz filhotes pequenos, às vezes do tamanho de um grão de arroz. Isso significa que mesmo um marsupial do tamanho de um camundongo pode servir como mãe substituta para um animal adulto muito maior, pelo menos nos estágios iniciais.

A reintrodução do tigre-da-Tasmânia ao seu antigo hábito teria que ser feita com muito cuidado, acrescentou Pask.

“Qualquer soltura como essa requer o estudo do animal e sua interação no ecossistema ao longo de muitas estações e em grandes áreas de terras fechadas”, afirmou.

A equipe não estabeleceu um cronograma para o projeto, mas Lamm disse acreditar que o progresso seria mais rápido do que os esforços para trazer de volta o mamute, observando que os elefantes levam muito mais tempo para gestar.

As técnicas também podem ajudar marsupiais vivos, como o diabo da Tasmânia, que lutam contra a intensificação dos incêndios florestais como resultado da crise climática.

“Todas as tecnologias que estamos desenvolvendo têm benefícios imediatos de conservação – agora – para proteger as espécies de marsupiais. Biobancos de tecido congelado de populações vivas de marsupiais foram coletados para proteger contra a extinção”, disse Pask.

“No entanto, ainda não temos a tecnologia para pegar esse tecido – criar células-tronco marsupiais – e depois transformar essas células em um animal vivo. Essa é a tecnologia que desenvolveremos como parte deste projeto.”

Animais híbridos

O caminho a seguir, no entanto, não é definitivo. Tom Gilbert, professor do Instituto Globe da Universidade de Copenhague, disse que há limitações significativas para a “desextinção”.

Recriar o genoma completo de um animal perdido a partir do DNA contido em esqueletos antigos é extremamente desafiador e, portanto, algumas informações genéticas estarão faltando, explicou Gilbert, que também é diretor do Centro de Genética Evolutiva da Fundação Nacional de Pesquisa Dinamarquesa.

Segundo ele, a equipe não será capaz de recriar exatamente o tigre-da-Tasmânia, mas acabará criando um animal híbrido, uma forma alterada.

“É improvável que obtenhamos a sequência completa do genoma da espécie extinta, portanto, nunca seremos capazes da recriação completa. Sempre haverá algumas partes que não podem ser alteradas”, disse Gilbert. “Eles terão que escolher a dedo as mudanças a serem feitas. E assim o resultado será um híbrido.”

É possível, avalia o pesquisador, que um animal híbrido geneticamente imperfeito possa ter problemas de saúde e não sobreviva sem muita ajuda de humanos. Outros especialistas questionam o próprio conceito de gastar dezenas de milhões de dólares em tentativas de extinção quando tantos animais vivos estão à beira do desaparecimento.

“Para mim, o real benefício de qualquer projeto de ‘desextinção’ como este é a sua grandiosidade. Fazê-lo parece muito justificado para mim simplesmente porque vai animar as pessoas sobre ciência, natureza e conservação”, disse Gilbert.

Fonte: CNN BRASIL

Colômbia proporá fundo internacional para preservação da Amazônia

Presidente colombiano diz que levará a iniciativa à próxima conferência da ONU sobre o clima, a COP27.

presidente da Colômbia, o esquerdista Gustavo Petro, anunciou nesta quinta-feira (18) que vai pedir aos países ricos e grandes empresas que paguem aos camponeses para cuidar da floresta amazônica e recuperar áreas desmatadas.

Petro, em visita a Leticia (sul), capital do departamento do Amazonas, disse que levará a iniciativa à próxima conferência da ONU sobre o clima, a COP27, que será realizada no Egito em novembro.

“É preciso criar um fundo financeiro de aproximadamente 500 milhões de dólares ao ano, permanentemente por 20 anos, para que as grandes empresas do mundo e os governos mais ricos possam, se realmente quiserem avançar na luta contra as mudanças climáticas, nos financiar através de títulos de carbono ou através de contribuições diretas”, explicou Petro em uma escola indígena.

Com esse dinheiro, o novo governo espera pagar salários mensais a “cem mil famílias amazônicas” que deixem “nascer a floresta onde já foi queimada” ou protegê-la “onde é vulnerável” para “resgatar 21 milhões de hectares” destruídos na sub-região mais rica e densa em biodiversidade do planeta.

A bacia amazônica, com 7,4 milhões de km², cobre quase 40% da América do Sul e abrange nove países, com uma população estimada de 34 milhões de pessoas.

primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia tomou posse em 7 de agosto com um ambicioso projeto ambiental que visa conduzir o país em direção às energias limpas e cessar a exploração de novos poços de petróleo, entre outras medidas.

Em um discurso sob forte chuva, o presidente também ordenou que a força pública capture os “grandes predadores da floresta amazônica” e “responda imediatamente” a qualquer incêndio.

A Colômbia é um dos países com maior biodiversidade do mundo e o mais perigoso para os líderes ambientais, que são alvos frequentes do prolongado conflito armado, segundo a ONG Global Witness.

Entre 2018 e 2021, o país perdeu uma área de 7.018 km² devido ao desmatamento, pouco maior que a extensão da cidade de São Paulo, segundo a ONU.

A maioria das florestas devastadas foi registrada na Amazônia.

“Se destruírem a floresta amazônica, uma das maiores esponjas de gás C02 que está aquecendo o planeta e mudando o clima, (…) a humanidade vai acabar”, alertou Petro.

Fonte: Folha de Pernambuco